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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Lockdown é uma medida antissocial, embora imposta sob o nome de Socialismo e em defesa da vida

Os Pais do Comunismo (Marx, Engels, Lenin e Stalin) — gettyimages

A esquerda vem atacando o atual presidente Jair Bolsonaro, que pretende ser de direita, julgando-o de genocida/fascista por não defender o lockdown, e por tratar com desprezo as vítimas. Mas, o lockdown vem sido imposto (inconstitucionalmente) pelos Governadores ou gestores de cada Estado, como João Doria Junior (PSDB) de São Paulo e Ratinho Júnior (PSD) no Paraná. O lockdown nada mais é do que uma estratégia capitalista da alta burguesia (grande indústria), que necessita das crises econômicas para ficar cada vez mais rica. Assim, ao defender o lockdown, os chamados socialistas ou que se posicionam à esquerda, estão na verdade, defendendo os capitalistas globalistas (que me lembra o Clube de Bilderberg). No caso do Brasil, não estamos falando do Clube, mas do Grupo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) que faz parte do Grupo Doria, responsável por mais de 50% do PIBE nacional.

Em sua obra Princípios do Comunismo (1847), Friedrich Engels (1820-1895) escreve que:

[...] a grande indústria, apesar de na sua primeira época de desenvolvimento ter ela própria dado origem à livre concorrência, está agora, contudo, a abandonar a livre concorrência; que a concorrência e, em geral, a exploração da produção industrial por singulares se tomou para ela um grilhão que tem de quebrar e quebrará; que a grande indústria, enquanto for empreendida na base actual, somente se pode manter por meio de uma perturbação geral repetida de sete em sete anos, a qual ameaça, de cada vez, toda a civilização, e não só faz cair os proletários na miséria como também arruína um grande número de burgueses; que, portanto, ou a própria grande indústria tem de ser completamente abandonada – o que é uma absoluta impossibilidade -, ou então ela torna absolutamente necessária uma organização totalmente nova da sociedade, na qual já não são os fabricantes individuais, em concorrência entre si, mas toda a sociedade, de acordo com um plano estabelecido e segundo as necessidades de todos, quem dirige a produção industrial.

O liberalismo defende a livre concorrência, para que os próprios concorrentes eliminem os ganhos excessivos e o acúmulo de capital, dessas pessoas (1% da população mundial) que hoje detém mais de 90% das riquezas do mundo. Mas, os mais ricos possuem tanta riqueza que compram o Estado e a própria Nação. Os liberais, que se consideram de direita, acusam a esquerda comunista de justamente defenderem esses interesses da grande indústria, por meio da intervenção do Estado, que protege o grupo. Felizmente, tivemos a Operação Lava-Jato que levou os protegidos do ex-presidente Lula (PT) à cadeia; como Marcelo Odebrecht e Eike Batista, só para citar alguns. Porém, parece-me que esse casamento governamental com o setor privado começou na Ditadura Militar (acho que é por isso que o presidente Jair não faz nada para impedir o lockdown). A chamada esquerda que fala em nome do proletariado foi comprada pelos grandes capitalistas, de modo que o Estado se tornou nada mais do que o departamento de recursos humanos do grupo privado. Ou seja, a esquerda não socializou os meios de produção, mas privatizou o proletariado. E como estamos vendo hoje, está privando as pessoas até mesmo de trabalharem, enquanto que os funcionários públicos continuam ganhando seu dinheiro, cujo dinheiro vem dos impostos ou da inflação. Ou seja, com o comércio fechado, não haverá arrecadação de impostos, logo podemos esperar inflação em breve.

quinta-feira, 4 de março de 2021

POLÍTICA: Esquerda & Direita | Em cima e embaixo

Existe muita confusão quando falamos de posição ou lado político, principalmente quando falamos de esquerda ou direita. A política foi "divida" publicamente em esquerda e direita na época da Revolução Francesa (1789). O povo que queria acabar com o Absolutismo, os revolucionários da 'Igualdade, Liberdade e Fraternidade', sentava-se à direita (em azul) do "monarca" (mas a direita do monarca é à esquerda da sala), enquanto que aqueles que queriam manter o poder (absoluto) de veto do rei, os conservadores do status quo, sentavam-se à esquerda (em vermelho) do "monarca" (mas que fica à direta da sala). Aqui já começa a confusão, pois a esquerda revolucionária senta-se à direita do "monarca" que fica de frente para o povo; logo a direita conservadora à sua esquerda. Mas, para definir o significado fundamental vamos convir que:

  • a direita representa os conservadores;
  • a esquerda representa os revolucionários.
Aqueles que queriam acabar com os privilégios da monarquia e dos mercadores ganharam por 673 votos contra 325. A Revolução Francesa, portanto, é Republicana liberal, mas ainda capitalista. Na cabeça das pessoas, hoje, no Brasil, os liberais se veem como direita, pois querem conservar suas conquistas. Então, a esquerda revolucionária, com suas ideias "comunistas" quer uma volta ao "absolutismo", mas cujo poder não vem de um monarca mas do Estado-Nação, de um Führer (A. Hitler) ou Duce (B. Mussolini); em outras palavras os revolucionários de hoje querem reestabelecer os privilégios dos "amigos do rei" que viviam no Palácio de Versalhes (como bem mostra a séria Versailles da Netflix) em nome dos trabalhadores.


Em outras palavras, a esquerda e a direita representam os extremos, que em uma ferradura se enquadram na parte inferior do quadro, que chamo de sinistro (esquerda-direta extrema), sendo direito, o centro-esquerda-direita. Assim, eu me encaixo no centro, pois tenho ideias socialistas e liberalistas, não sendo revolucionário nem, tanto, conservador, embora entenda que o conservadorismo possa ser entendido como sendo uma evolução sustentável. Então, para que não fiquemos tão perdidos eu montei um quadro de como vejo que a política deve ser classificada ou vista, como um mapa:






A teoria da ferradura aponta que a extrema-esquerda (far left) e a extrema-direita (far right) estão mais próximas entre si do que para o centro político. (WikipédiA)

Em seu livro, Por que o Brasil é um país atrasado?, Luiz Philippe de Orleans e Bragança demonstra o seguinte esquema, que podemos chamar de Graus de Liberdade:

O que nos falta são valores morais e instituições corretas. Em outras palavras, para a esquerda falta estudar a ética e observar a moral, os bons costumes, que de certa forma estão sendo representados pelas religiões; para a direita falta estudar os fundamentos da economia liberal que está no livro Teoria dos Sentimentos Morais de Adam Smith e Direito. Ora a moeda Real é fiduciária, baseada em confiança, então, o valor de uma moeda fiduciária depende da honra, da honestidade. O Brasil é um dos países mais corruptos do mundo. As escolas deveriam ensinar ética (regras sociais, conveniências), direito, economia (regras patrimoniais) e administração. Quando a direta culpa a esquerda, não estão sendo mais do que Dons Quixotes, inventando um mal para combater, mas que no fundo quer a mesma coisa, poder e dinheiro. Sinistro é a exploração e a servidão, direito é a criação (bens) e a utilização (serviços).

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

[VÍDEO] O QUE É O CAPITALISMO? por Ayn Rand (Ayn Rand Institute)

(Em uma entrevista Ayn declarou que sua única base filosófica é Aristóteles.)

Não entendo o capitalismo como sendo o melhor sistema social pois, por definição, é um "Sistema de produção cujos fundamentos são a empresa privada e a liberdade do mercado, sendo o objetivo principal a obtenção de lucro" (Dicionário  Online Dicio). Por isso, eu não sou capitalista, pois meu objetivo principal não é o lucro, e sim viver bem. Mas, por outro lado, também não posso dizer que sou socialista cujo sistema tem por objetivo a "coletivação dos mecanismos de distribuição, na propriedade coletiva e na organização de uma sociedade sem a separação por classes sociais" (Dicionário Online Dicio). Nesse ponto, a argumentação inicial de Ayn Rand sobre a importância da razão individual é válida, bem como o direito de propriedade. Mas no que se refere à propriedade privada, existem limites, pois a água, por exemplo, não pode ser privatizada. O capitalismo precisa de limites que, em meu entendimento, deve ser dado pelo socialismo.

Pois, as Pessoas Jurídicas assemelham-se muito aos psicopatas, às personalidades antisociais, que vêem as pessoas como meros bens materiais, como os escravos, o gado, as máquinas, enfim, um meio de produção. Assim, o capitalismo é uma ferramenta que trata de Pessoas Jurídicas, enquanto que o socialismo lida com Pessoas Físicas. Pessoas Jurídicas não deixam de ser um coletivo que se assemelha ao Estado Fascista-Comunista criticado por Ayn Rand. O capitalismo naturalmente tem o seu lado fascita-comunista. Por isso, embora os marxisitas e leninistas declarem que o socialismo é apenas um meio para se chegar ao comunismo, penso que seja ao contrário: o capitalismo é um meio para se chegar ao comunismo. Tanto é que, segundo Olavo de Carvalho, o fascimo é o sistema que está em  vigor em diversos países; sob a máscara de capitalismo.

Enfim, entendo que o capitalismo usa a sociedade, o coletivo, para o benefício de poucos. Para mim, o socialismo deve utilizar o capitalismo para o benefício de todos, o que não envolve a coletivação dos meios de produção, que em termos lingúisiticos procuraria eliminar o meu e o seu para transformar em tudo em nosso ou de todos, que é o mesmo que dizer de ninguém. No comunismo não existe minha casa, minha vida. Assim, os socialistas devem utlizar-se do capitalismo para produzir e lucrar com bens e serviços e não com, digamos, mals e explorações. Por exemplo, o capitalismo na medida em que visa o lucro não se importa em vender drogas, prostituir, escravizar etc., pois o importante é o lucro. De modo que no Real Socialismo, que não é o de Marx e que não visa o comunismo ou coletivação dos meios de produção, visa oferecer soluções para os problemas da vida e qualidade de vida. O Real Socialismo se trata, então da vida em sociedade, enquanto que o capitalismo puro de lucro privado. No Real Socialismo, todos saem, ou não, quer dizer, que ficam, no lucro.

História das Ideias—Capitalismo (The School of Life)

terça-feira, 2 de junho de 2020

[TAKATWEET] Socialismo x Capitalismo/Comunismo





segunda-feira, 4 de maio de 2020

Sintomas Mórbidos



Eu costumo fazer vários post somente em meu Facebook, em privado. Esse é um deles.

"A ultrapolítica recorre ao modelo de guerra, a política é concebida como uma forma de guerra social, como a relação para com 'Eles', para com um 'Inimigo'." (Slavoj Zizek, 1999 apud FERNANDES, Sabrina — Sintomas Mórbidos, 2019, p.255).

"O conflito ultrapolítico é militarizado no sentido em que constrói a identidade de um 'Inimigo' e o promove como o núcleo das relações sociais e políticas. [...] despolitiza as fontes de conflito e tende a empoderar aqueles que já se beneficiam do status quo, devido ao seu MORALISMO conservador e à vitimização de uma classe ou grupo de pessoas que não querem comprometer seu status predominante. Ao contrário do antagonismo de classes, a guerra ultrapolitica é travada contra um inimigo construído [ex. a Corrupção do PT]." (FERNANDES, Sabrina — Sintomas Mórbidos, 2019, p. 256).

"A corrupção como a expressão simbólica e despolitizada do antagonismo [interesses de classes {proletariado/comunistas x burguesia/capitalistas}] evolui para a ultrapolítica ["bons x maus"] e adiciona mais inimigos na forma de ameaças" (FERNANDES, Sabrina — Sintomas Mórbidos, 2019, p. 257).

* * *

"O juízo bom não provém daqueles aos quais se fez o bem. Foram os bons mesmos, isto é, os nobres, poderosos, superiores em posição e pensamento, que sentiram e estabeleceram a si e a seus atos como bons, ou seja, de primeira ordem, em oposição a tudo que era baixo, de pensamento baixo, vulgar e plebeu” (NIETZSCHE, Friedrich — Genealogia da Moral, primeira dissertação, § 2) — Nietzsche – Bom e Mau, Bom e Ruim (https://razaoinadequada.com/2014/09/09/genealogia-da-moral-bom-e-mau-bom-e-ruim/)

Hitler, provavelmente financiado pelos bancos anglo-saxões/norte-americanos — que podem estar ligados aos judeus sionistas [burgueses], que nos dias de hoje nos remete a Soros, que alguns dizem ser judeu sionista — era contra o Comunismo, "o Inimigo" criado — segundo o que acreditava — pelos judeus bolcheviques [proletários], que destronaram e assassinaram a família do Czar [nobre, burguês] durante a Revolução Russa.

Socialismo

Socialismo é utilizar o capital a favor de si mesmo e da sociedade; Capitalismo é usar a sociedade a favor de si mesmo e da empresa/família."
Comunismo é usar o socialismo a favor de si mesmo e do Estado Maior; Fascismo é usar o Capitalismo a favor de si mesmo e do Estado Supremo. Nazismo é o usar o Fascismo para destruir o Comunismo.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

The Real Adam Smith: Ideas That Changed The World

The Real Adam Smith: A Personal Exploration by Johan Norberg, takes an intriguing, two-part look at Smith and the evolution and relevance of his ideas today, both economic and ethical. It’s difficult to imagine that a man who lived with horse drawn carriages and sailing ships would foresee our massive 21st century global market exchange, much less the relationship between markets and morality. But Adam Smith was no ordinary 18th century figure. Considered the “father of modern economics,” Smith was first and foremost a moral philosopher. The revolutionary ideas he penned in The Wealth of Nations and The Theory of Moral Sentiments, changed the world. Norberg explores Smith’s insights regarding free trade and the nature of wealth to the present, where they are thriving and driving the world’s economy.
In the second hour, Ideas That Changed The World, Norberg traces Smith’s insights regarding the benefits of free trade and the nature of wealth to the present, where they are currently in operation. He talks with some of the most distinguished Adam Smith scholars, as well as leaders of some of the world’s most admired companies to discover how Smith’s ideas continue to be relevant and drive the global economy today.

sábado, 4 de maio de 2019

Por que as Nações falham?


Daron Acemoglu e James A. Robinson escreveram o livro Why Nations Fail: the Origins of Power, Prosperity, and Poverty / O porquê as Nações Falham: as Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza (tradução livre). Abaixo segue um video de cada autor sobre o assunto.


O monopólio toma outra forma na América Latina: capitania no Brasil e encomienda nos demais países. Se a América do Norte é um marketplace, a América Latina é um produto, um bem, uma propriedade de seus donos e suas donas, bem como encomendadores. Não é por acaso que Brasília, capital do Brasil, foi inspirada no Egito de Akenathon (1.352 a 1.336 a.C), onde atualmente impéra a desigualdade econômica, e de onde Moisés fugiu a cerca de 3.500 anos atrás. Os nativos, os brasilianos, como foram os judeus, são apenas mão-de-obra semi-escrava dos brasileiros faraônicos. Brasileiro não é nativo mas dignatário, ou dignitário. Precisamos de uma Revolução Gloriosa, sem derramamento de sangue; uma Revolução Salutar (O Caminho, a Verdade e a Vida).


Em minha opinião houve uma inversão de valores entre Capitalismo e Socialismo, resumindo-se a Direita (Elite / Privado / Empregadores) e Esquerda (Povo / Público / Empregados) respectivamente. O que na verdade seria mais algo como Conservadores e Revolucionários. Ou seja, estamos capitalizando as pessoas e socializando as coisas. Um dos fatores de equanimidade ou justiça social é a Inovação, que significa não conservar algo velho e arcaico, mas não necessariamente revolucionar no sentido proletariado, que seria algo como virar a mesa. O que importa saber é que o Capitalismo, ao meu ver, deve ser entendido como a parte Financeira da Economia e o Socialismo como a parte Filosófica ou Lógica da Economia, que é a distribuição de recurssos escassos. Parece-me que os capitalistas querem colocar a Diretoria Financeira na Diretoria Geral, enquanto que os comunistas, mal chamados socialistas, querem colocar os Recursos Humanos na Diretoria Geral. E isso não tem a ver com o vídeo acima.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Por um Socialismo de verdade em vez de uma externalidade capitalista

Harto de falsos profetos por Ignacio Palomo Duarte (Flickr , Creative Commons)
A atual briga entre Capitalismo e Socialismo, como os conhecemos, nunca vai acabar, pois o Socialismo não deixa de ser uma externalidade, em seu sentido econômico, do próprio Capitalismo, ou seja, uma consequência não planejada ou não objetivada — como um filho de um encontro sexual casual talvez até com o uso de camisinha. A poluição é uma externalidade de algumas indústrias, por exemplo. O Capitalismo visa o lucro e as consequências sociais e ambientais são externalidades econômicas.

Não obstante, o Capitalismo defende a criação de riqueza por meio do trabalho humano, que é a capitalização ou contablização do trabalhador, isto é, o humano como Ativo (meio de produção) ou Passivo (gastos de produção) de um Balanço Patrimonial. Em outras palavras, números. O Socialismo, por meio de Sindicatos dos Trabalhadores por exemplo, busca oferecer condições humanas e sustentáveis do emprego, e mais além, busca o enriquecimento por meio de salários cada vez mais altos. Ou seja, luta para que humanos não sejam números mas sócios, pessoas com os mesmos direitos humanos que possam compatilhar as riquezas que mercem por terem produzido ou paticipado da produção.

O Capitalismo, nessa estrutura puramente financeira, não é sustentável pois visa o lucro privado tendendo à exploração humana, chegando até mesmo a diferentes graus de escravidão. A escravidão no Brasil é um agravante que marca o Capitalismo como um sistema Imperial Capitanista que logo foi golpeado ou sofreu derrame por meio da Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889, cerca de meio século depois da Primeira Revolução Industrial que ocorreu aproximadamente entre 1760 e 1820-40. O Capitalismo é originalmente um sistema imperial britânico, desde esse momento que engendrou a burguesia e o proletariado como conhecemos hoje, e a luta de classes.

Essa capitalização que transformou trabalhadores (como os artesãos) em meros operários (condutor de máquinas alienados da criação) desumanizou a socidade, de modo que hoje se tem Pessoas Jurídicas no lugar de Nobres, Pensadores etc. São os governadores poderosos, não mais pessoas físicas. O mundo, ao meu ver e em parte, está caótico pois está sendo dirigido por legiões, que, como apontam alguns especialistas em pessoas, as Pessoas Jurídicas, em geral, possuem perfil de um psicopata, incapazes de ver as consequências de seus atos egoístas. Apenas vejam o caso da Vale que não se culpa pelo rompimento da barragem que destruiu a vida de muitos.
Então Jesus lhe perguntou: "Qual é o seu nome? " "Meu nome é Legião", respondeu ele, "porque somos muitos". — Marcos 5:9
O Capitalismo levou ao acúmulo de posses, e como apontam alguns estudos culminou nas duas Grandes Guerras Mundiais. A segunda marca o fim dos Impérios, como os Britânico, Austro-Húngaro ou Alemão, Japonês, Francês etc. e transformou os EUA numa espécie de império financeiro, que possivelmente instigou o ataque terrorista das torres gêmeas (World Trade Center) de Nova York em 11 de setembro de 2001. Lembrando que a última Grande Guerra terminou em Guerra Fria entre os EUA e a URSS, hoje apenas Rússia. O primeiro representando o Capitalismo e a segunda representando o Comunismo que logo se transformou em Stalinismo, uma forma concentrada de poder como é característica do Fascismo e do Nazismo; outra forma de império.

Por fim, importa superar o modelo socialista que apenas tem buscado desviar dinheiro, tomando o dinheiro dos ricos para dar aos pobres. Penso que o Socialismo é a Humanização do Capitalismo, ou seja, a missão Socialista é fazer o capital trabalhar para sociedade em vez de tomar posse dos direitos dos outros e impedir que a socidade trabalhe para o capital. Precisamos sim de salários mínimos dignos de viver humanamente, hoje em torno de R$ 4.000,00 e Educação e Trabalho Qualificado para recebê-lo. Um empresário pode ser socialista desde que seu objetivo seja criar valor social, entregar soluções benéficas à sociedade. Um traficante de drogas e cafetão não deixa de ser um capitalista.

O Socialismo consiste em transformar o Capitalismo em sistema ou ferramenta sustentável de manutenção da vida. Pagar salários dignos a pessoas dignas é Socialismo. Cuidar e curar os doentes é socialismo. Socialismo é dar condições à uma sociedade sustentável de Bem Estar. Socialismo é Educação. Educação é o processo de florescimento e frutificação humana. Socialismo é criar, produzir enquanto que capitalismo é consumir. Essa é a minha opinião até aqui. Fiquem livres para corrigir, especialmente dados históricos, ou refutar, demonstrando bons argumentos ou teorias.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

[ENTREVISTA] Grazielle C. David fala sobre Desigualdade, Austeridade e Reforma Tributária (via Portal Vermelho)






O Socialismo, em minha opinião, é o meio para uma sociedade justa, livre e solidária; próspera, rica e de bem-estar bem: é o caminho do meio, do equilíbrio. Fica entre o Capitalismo e o Comunismo.  A Guerra Fria não foi uma luta entre Capitalismo e Socialismo e sim Capitalismo (EUA) contra Comunismo (URSS). Na teoria marxista o Socialismo é apenas uma etapa antes do Comunismo, mas essa ideia é contraditória, pois o Socialismo precisa do Capitalismo, assim como o Capitalismo necessita do Socialismo. O Socialismo, ao meu ver, nada mais é do que a distribuição de riquezas gerada pelo Capitalismo, e não pelo trabalho do outro.

Pirâmides do Egito
Pirâmide invertida do Carrousel du Louvre, França

No Capitalismo temos a concentração de riqueza (o Capital), no Comunismo a concentração de poder (o Estado). Capitalismo e Comunismo fazem parte de uma mesma pirâmide egípcia que luta pelo pico ou cume que representa o Poder. Juntos formam a Oligarquia (Estatal) e o Monopólio (Capital), uma espécie de Monarquia Absolutista. O problema do Comunismo é que sua proposta visa apenas inverter a pirâmide de cabeça para baixo, o que é impossível exceto se estiver enterrada. Essa pirâmide é válida como estrutura hierárquica e não como estrutura social. Quem está no topo da pirâmide hierárquica não é necessariamente o mais rico ou o mais poderoso, e sim o mais Responsável. Entendo que o Socialismo deve distribuir a riqueza do topo para a base como as montanhas formam rios que desembocam nos oceanos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Por que o Brasil é um país atrasado?


Vídeo em inglês: Porque alguns países são pobres e outros ricos



São três ponto levantados no vídeo:
  1. Instituições e Desenvolvimento Econômicoresponsável por 50% da riqueza-comum.
  2. Cultura e Religião: A Mente Humana e a Construção da Ética e da Qualidade de Vida Individual e Coletiva — responsável por ~20% da riqueza-comum.
  3. Geografia: Brazil's Geography Problem — Latitude (Clima e Conexão Internacional) responsável por 10% da riqueza-comum.



sábado, 17 de fevereiro de 2018

A Morte e a Miséria não são soluções para a Vida e a Sustentabilidade

Preservar mais vidas leva à sobrepopulação?
Does saving more lives lead to overpopulation?




Não, quando casais possuem melhor qualidade de vida tendem a planejar a gravidez, escolhendo menos filhos. O Sistema de Saúde Pública não pode ser privatizada, mas com certeza deve ser otimizada procurando atender casos de doenças que não podem ser evitadas. Para casos de abusos com álcool, drogas, sexo etc. os atendimentos devem ser cobrados, ou seja, quando constatados irresponsabilidade do cidadão o Estado não deve cobrir os custos. Abortos devem ser cobrados quando por gravidez não planejada. Não é dever do Estado cuidar do cidadão e sim da sociedade, do bem-estar humano e da civilidade ou moral correta.

Distribuir camisinhas gratuitamente é um apoio à prostituição, à promiscuidade ao sexo abusivo, é uma violação da instituição familiar. Também, não é dever do Estado fornecer remédios gratuitamente, porém a indústria farmacêutica deve ser considerada uma Organização Civil sem fins lucrativos, tipo OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Assim como tudo o que é ResPublica, como Saneamento (SANEPAR no Paraná), Energia (ELETROBRAS, PETROBRAS), Infra-Estrutura Urbana Pública (Rodovias, Ferrovias, Portos), Comunicação, Alimentos Vegetais Agroecológicos (commodities), Alimentos Animais etc. Pessoas Jurídicas de Interesse Público devem estar à serviço da Nação.

"A maior proteção que um trabalhador pode ter é um mercado de trabalho dinâmico e diversificado, com vários opções de emprego surgindo a todo momento. […] Com a CLT, o custo do trabalhador brasileiro* fica mais alto para o empregador em razão do excesso de regulamentações. Obrigadas a lidar com o custo elevado, as empresas passam a exigir qualificações melhores e certas garantias de produtividade" (BRAGANÇA, Luiz Philippe de Orelans e. Por que o Brasil é um país atrasado? Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2017, p. 53-54).
A Saúde, depende de condições de vida. Com um salário-mínimo de ~R$900,00 não é possível ao indivíduo sobreviver. Sabemos que o salário-mínimo real se encontra em torno de R$4.000,00. Sabemos também que os impostos sobre o trabalhador são custos que as empresas não podem arcar, de modo que se deve taxar a pessoa jurídica para que os trabalhadores tenham maior flexibilidade diminuindo as exigências de mercado, como alta qualificação e experiência que somente privilegiados possuem. O custo de um trabalhador para a empresa é mais ou menos o dobro do seu salário, que são Impostos sem retorno. Muito melhor é investir em particular, mas para isso é necessário Educação Financeira nas Escolas Públicas.

"A irrealidade do setor público é visível nas economias que optaram por estabelecer salários e direitos trabalhistas completamente irreais e desconectados com a realidade de mercado. Assim, as administrações públicas impõem um alto custo à sociedade a curto e longo prazo. Salários acima do mercado e condições de trabalho e direitos trabalhistas insustentáveis e em completa dissociação com o prevalente no mercado" (DIAS, Joilson. Proposta de Uma Constituição do Futuro: novos princípios de igualdade perante as leis e de democracia. Curitiba: CRV, 2017, p.145.).
A desigualdade social também é outro fator preocupante, que retira a competitividade do mercado, conduzindo ao jogo sujo, lavagem de dinheiro, corrupção, evasão fiscal, calotes etc. que vão aumento custos, burocracia, juros, oligarquias etc. Não podemos confundir o Livre Mercado com ausência de direitos e deveres, com um Vale-Tudo. Não é de interesse social enriquecer um pequeno grupo nem é de necessidade real ou mesmo republicano que um pequeno grupo se enriqueça. Os lucros que passam da necessidade familiar devem ser direcionados aos negócios e distribuição de yields. Com isso, o empregado também poderá receber porcentagens de rendimentos e assumir prejuízos também.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Palestra: Proposta de uma Constituição do Futuro - Prof. PhD. Joilson Dias


Palestra proferida pelo prof. PhD. Joilson Dias do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá em 06 de dezembro de 2017. Através de análise de outras constituições, como as da Inglaterra, Estados Unidos da América, Alemanha e França nota-se falhas contraditórias em nossa Constituição de 1988 que dá privilégios para alguns e tira de outros não sendo democrática. Não somente isso, a vinculação da Economia a uma Constituição dificulta o desenvolvimento do mercado nacional por meio de uma competitividade saudável; como já apontou Ayn Rand anos atrás.


JOILSON DIAS | Possui Doutorado e Pós-Doutorado em Economia pela University of South Carolina, Columbia, SC, EUA, e Pós-Doutorado pela USP - Universidade de São Paulo, SP, Brasil. Foi professor visitante na Universidade do Minho, Portugal, Bryant University, EUA e University of Applied Sciences of Osnabrück, Alemanha. Ganhou o Prêmio Brasil de Economia do Conselho Federal de Economia de 1996/1997 em parceria com a Prof.ª Dr.ª Maria Helena Ambrósio Dias e foi Cátedra do IPEA-Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada do Governo Federal no período 2010-2012. Exerce a função de Professor Titular no Departamento de Economia e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Maringá nas áreas de: crescimento econômico, macroeconomia e econometria avançada desde 1994. É Consultor e Pesquisador do CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico desde 1994. Suas pesquisas em capital humano e sobre o papel das instituições democráticas e dos princípios constitucionais no crescimento e no desenvolvimento econômico das sociedades tornaram-se o tema de pesquisa principal do autor, as quais resultaram em publicações em revistas científicas e capítulos de livros em nível nacional e internacional.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

[Expresão Nacional] Justiça Tributária





A Justiça Tributária consiste em tributar mais a concentração de riqueza e menos o consumo, promovendo o Bem Estar Social. Com isso, será cobrado imposto sobre o rendimento do capital em vez de cobrar sobre o trabalho. Outra forma de ver, é tributar as empresas e não as pessoas.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Eduque-os sobre Dinheiro enquanto são Jovens

No artigo Passing Down Bad Debt (23 de Fevereiro de 2017) escrito por Kim Kiyosaki  somos lembrados sobre a necessidade de Educação Financeira nas escolas que finalmente começa a ser implementado por aqui, através do Programa de Educação Financeira nas Escolas. De toda forma, importa relembrarmos o conceito de Dívida Boa e Dívida Ruim. Basicamente, a Dívida Ruim abrange gastos da mentalidade de pobre que são compras de passivos ou aquilo que nos geram despesas como o carro novo que gasta gasolina todo mês. A Dívida Boa faz parte do entendimento de Fluxo de Caixa, que consiste em, por exemplo, realizarmos um Depósito Certificado no Banco (emprestar ao banco) e sacá-lo daqui a alguns meses, isto é, aplicar seu dinheiro no CDB.

sábado, 10 de dezembro de 2016

O Lado Negro esquecido da Globalização


Contaminated Ground

"Economic principles often have two (or more) faces [...]. This is the case of the globalisation phenomenon, which has transformed the world over the last few decades. Three details crucially matter. First, countries may benefit from trade integration but not necessarily all of their citizens. Second, trade integration requires financial integration, which is a different story. Third, economic integration inevitably curtails national sovereignty." (Charles Wyplosz, professor of international economics) Tradução livre: Os princípios econômicos frequentemente possuem duas (ou mais) faces [...]. Este é o caso do fenômeno da globalização que vem transformando o mundo durante as últimas décadas. Três detalhes são deveras importante:
  1. As nações podem se beneficiar das negociações integradas mas não necessariamente todos os cidadãos;
  2. A integração comercial requer integração financeira, que é outra questão;
  3. A integração econômica inevitavelmente restringe a soberania nacional.
"It has been known all along that trade integration creates winners and losers." Há tempos se sabe que a integração comercial cria vencedores e perdedores. Resumidamente, no exemplo da China podemos ver um crescimento de até 10 vezes no padrão de vida de algumas famílias, enquanto que a grande maioria permanece nas mesmas condições como é o caso dos pequenos agricultores. Enriqueceram aquelas famílias que se tornaram fornecedoras de tecnologia de ponta e artigos de luxo que satisfazem os desejos de alguns cidadãos e empresas. Par que isso acontecesse não somente um (nicho de) mercado foi explorado, também contou-se com mão-de-obra de baixo custo e abundante, tornando os preços atraentes. Assim, o setor de baixa tecnologia é marginalizada e passa a clamar por proteção dessas mudanças históricas.

Proteção muitas vezes significa intervenção do Estado, que pode ferir o princípio de isonomia ou igualdade de direitos. Uma maneira fácil de entender a intervenção do Estado sobre o jogo comercial é comparar o Estado intervencionista a um Juíz de futebol que apita a favor de um time, deixando de marcar impedimentos, pênaltis etc. Assim, a filosofa e amante de Economia Ayn Rand diz:
Eu defendo a separação do estado e da economia; assim como tivemos a separação do estado da igreja. […] O que estou dizendo é que ninguém deve ter o direito, nem empregados, nem empregadores, de usar a compulsão do estado e força para suas próprias necessidades. […] Liberdade econômica [valores sociais do trabalho e da livre iniciativa] e individualismo [soberania e dignidade da pessoa humana], é disso que esse país precisa hoje.” (fonte: Entrevista de Mike Wallace, 1.951)

Nós não precisamos de um Estado Maioral ou Paternalista para que tenhamos uma Economia sustentável e uma Sociedade saudável ou com qualidade de vida. O bem estar social depende de instituições fortes e bem fundamentadas que vão garantir não a vitória ou enriquecimento de todos mas a JUSTIÇA e os DIREITOS HUMANOS. O ponto de partida é a formação do Homem, ou melhor, do SER HUMANO. Neste sentido, o papel do Estado Social é o de fornecer Educação Democrática (sem restrições de conhecimento) e Saúde Holística (que valorize a integração do homem com a sociedade e esta com o meio ambiente). A democracia consiste em tornar iguais os serviços públicos oferecidos a qualquer condição sócio-econômica de um indivíduo.

Sistema Financeiro

O comércio requer financiamento ou aplicação de capital, seja próprio, de sociedade limitada ou de terceiros (bancos e investidores, por exemplo). O dinheiro, mais especificamente, é um recurso altamente volátil que pode mudar de lugar instantaneamente. Assim, muitos empreendimentos podem desmoronar ao menor sinal de instabilidade econômica, dificultando que pequenos ou emergentes negócios floresçam e deem frutos. Muitos, se quer podem abrir um negócio tanto por falta de recursos (financeiros e educacionais) quanto por falta de instituições fortes que tragam estabilidade e suporte. Além disso, empresas necessitam de empregados que merecem os mesmos benefícios dos empresários, uma vez que são componentes de uma mesma entidade.

É um erro querer que todos estejam no topo da sociedade; existem pilotos e mecânicos, vocalistas e instrumentistas, artilheiros e jogadores de futebol, estrelas e planetas... O mais democrático e justo é compartilhar os esforços, eliminando os impostos sobre os trabalhadores (sejam empregados ou empregadores) e criando um imposto sobre o capital, tal qual a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que tributa a movimentação financeira. Impostos, não deixam de ser restrições econômicas e alguns tributos restringem a flexibilidade da entidade em acompanhar as mutações do mercado, assim como um corredor ou carro com muito peso. Este imposto, não deveria ser uma Medida Provisória mas de Provisão.
"São duas as principais formas de um Estado financiar suas despesas: por meio de impostos ou por meio de dívidas. De uma maneira geral, o imposto é uma solução infinitamente melhor tanto em termos de justiça quanto de eficácia. O problema da dívida é que quase sempre ela precisa ser paga. Portanto, financiar a dívida é, acima de tudo, do interesse de quem tem os meios de emprestar ao Estado, e seria melhor para o Estado taxar os ricos em vez de pegar dinheiro emprestado deles." PIKKETY, Thomas; O CAPITAL no Século XXI - Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014, p. 526. (compre aqui)
Uma empresa não é muito diferente de uma alcateia (leões, lobos e hienas), nem o governo de um armento (vacas e búfalos) ou bando (diversos). Em ambos os casos muitas vezes temos quadrilhas, máfias etc. Sem querer ofender a Receita Federal - aproveitando o devaneio -, acho que o leão não é o melhor mascote para o Imposto de Renda. Embora isso não tenha valor algum a ser discutido, acho que a hiena é muito mais coerente. De qualquer forma, What should be done? ou O que pode ser feito?: "It can take away some of the winners’ gains, pass them on to the losers, and leave everyone better off. The instruments are taxes and subsidies, including providing safety nets to those people who lose their jobs or see their incomes fall behind." Pode-se recolher o lucro dos vencedores [em particular considero o rendimento do capital e não do trabalho do dono] e repassá-los aos perdedores [tão cruel diferenciar por vencedores e perdedores considerando que somos, embora semelhantes, diferentes de diversas maneiras] e deixar todos em uma situação melhor. Os instrumentos são impostos [CPMF] e subsídios [Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida], incluindo o aprovisionamento de redes de segurança [seguro desemprego] para aqueles que vierem a perder seus empregos ou o rendimento de seus trabalhos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Instituições e Desenvolvimento Econômico



Douglass Cecil North foi um economista estadunidense
Compartilhando texto retirado da aula de Advanced Topics in Economic Development ministrada pela prof.ª Dr.ª Elisangela Luzia Araújo do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

"Instituições são restrições [regras] humanas idealizadas que estruturam a política, a economia e as interações sociais. Elas compreendem tanto as restrições informais (sanções, tabus, costumes, tradições e códigos de conduta) quanto às restrições formais (constituições, leis, direitos de propriedade). Ao longo da história, as instituições vêm sendo criadas pelos humanos para engendrar ordem e reduzir incertezas [medos] de câmbio [troca, negociação]. Juntamente com as restrições padrão da economia elas definem a configuração das escolhas e consequentemente determinam os custos de transação e produção doravante a rentabilidade e a viabilidade da atividade econômica. Elas evoluíram gradualmente, conectando o passado com o presente e o futuro; assim, a história é em grande parte uma demonstração da evolução das instituições, de modo que a história do desenvolvimento econômico apenas pode ser entendida como parte de uma demonstração sequencial. As instituições fornecem uma estrutura de incentivos de uma economia; conforme essa estrutura se desenvolve, ela molda o direcionamento da mutação da economia durante o crescimento, a estagnação ou o declínio. Institutions are the humanly devised constraints that structure political, economic and social interaction. They consist of both informal constraints (sanctions, taboos, customs, traditions, and codes of conduct), and formal rules (constitutions, laws, property rights). Throughout history, institutions have been devised by human beings to create order and reduce uncertainty in exchange. Together with the standard constraints of economics they define the choice set and therefore determine transaction and production costs and hence the profitability and feasibility of engaging in economic activity. They evolve incrementally, connecting the past with the present and the future; history in consequence is largely a story of institutional evolution in which the historical performance of economies can only be understood as a part of a sequential story. Institutions provide the incentive structure of an economy; as that structure evolves, it shapes the direction of economic change towards growth, stagnation, or decline."