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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Jacobinos (Esquerda) e Girondinos (Direita)

BP CAPÍTULO III — A Guilhotina da Igualdade

1550 • Festa Brasileira em França

John Locke (Inglaterra, 1632-1704): Direitos Naturais: Vida, Propriedade e Busca pela Felicidade.

  • Direito natural (da expressão latina ius naturale) ou jusnaturalismo é uma teoria que procura fundamentar o direito no bom senso, na racionalidade, na equidade, na igualdade, na justiça e no pragmatismo. Ela não se propõe a uma descrição de assuntos humanos por meio de uma teoria; tampouco procura alcançar o patamar de ciência social descritiva. A teoria do direito natural tem, como projeto, avaliar as opções humanas com o propósito de agir de modo razoável e bom. Isso é alcançado através da fundamentação de determinados princípios do direito natural que são considerados bens humanos evidentes em si mesmos.
  • A teoria do direito natural abrange uma grande parte da filosofia de Tomás de Aquino, Francisco Suárez, Richard Hooker, Thomas Hobbes, Hugo Grócio, Samuel von Pufendorf, John Locke, Jean-Jacques Burlamaqui e Jean-Jacques Rousseau, e exerceu uma influência profunda no movimento do racionalismo jurídico do século XVIII, quando surge a noção dos direitos fundamentais, no conservadorismo, e no desenvolvimento da common law inglesa. Na atualidade, o jurista inglês John Finnis é o maior expoente das escolas de direito natural.
  • Uma discussão importante a ser considerada é a relação entre o direito natural e o direito positivo. Entretanto, essa discussão gera muitas confusões e integra exclusivamente a fundamentação da teoria, e não suas finalidades e características apresentadas acima. 

Jean-Jacques Rousseau (Suíça, 1712 - França, 1778): "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe".

Enciclopedistas: Rousseau, Voltaire e Diderot: A prosperidade e propriedade privada destroem o caráter da humanidade. As injustiças sociais eram resultado do comércio e do cristianismo.

  • Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (traduzido da língua francesa, Enciclopédia, ou dicionário racional das ciências, artes e profissões) foi uma das primeiras enciclopédias que alguma vez existiram, tendo sido publicada na França no século XVIII. Os últimos volumes foram publicados em 1772.
  • Esta grande obra, compreendendo 35 volumes, 71.818 artigos e 2.885 ilustrações, foi editada por Jean le Rond D'Alembert e Denis Diderot. D'Alembert deixou o projeto antes do seu término, sendo os últimos volumes a obra de Diderot. Muitas das mais notáveis figuras do iluminismo francês contribuíram para a obra, incluindo Voltaire, Rousseau e Montesquieu.
  • De acordo com Denis Diderot no artigo "Encyclopédie", o objetivo da obra era "mudar a maneira como as pessoas pensam". Ele e os outros contribuidores defendiam a secularização da aprendizagem, à distância dos jesuítas. Diderot queria incorporar todo o conhecimento do mundo para a obra, e esperava que o texto pudesse disseminar todas as informações para as gerações atuais e futuras.
Maximilien Robespierre (França, 1758-1794)

1776 • Revolução (Norte) Americana

1789 • Revolução Francesa • Nova Constituição

  • DIREITA • Girondinos — constituição para os reis
  • ESQUERDA • Jacobinos — radicais das ideias esclarecidas, baseada em uma visão da natureza humana — a Nação, o Clube do Jacobinos, que queriam destronar o rei.

  • A Assembleia Nacional Constituinte (em francês: Assemblée nationale constituante) foi proclamada menos de três meses após a abertura da Assembleia dos Estados Gerais, nas primeiras fases da Revolução Francesa. O seu objetivo foi preparar a constituição destinada a reger a França, que foi oficialmente promulgada no dia 30 de setembro de 1791. Em 26 de agosto de 1789 também foram pronunciados na assembleia os Direitos do Homem e do Cidadão, que apresentavam os novos ideais de igualdade, propriedade e liberdade. A Assembleia teve início no dia 5 de maio de 1789 e encerrou suas sessões em 30 de setembro de 1791, com a promulgação da Constituição francesa de 1791. 

1793-1794 • Terror Jacobino | Retorno dos Girondinos.

Napoleão Bonaparte (França, 1769-1821) → Napoleão I (1804-1814).

José Bonifácio de Andrada e Silva (Brasil, 1763-1838): foi à França em 1790.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Sintomas Mórbidos



Eu costumo fazer vários post somente em meu Facebook, em privado. Esse é um deles.

"A ultrapolítica recorre ao modelo de guerra, a política é concebida como uma forma de guerra social, como a relação para com 'Eles', para com um 'Inimigo'." (Slavoj Zizek, 1999 apud FERNANDES, Sabrina — Sintomas Mórbidos, 2019, p.255).

"O conflito ultrapolítico é militarizado no sentido em que constrói a identidade de um 'Inimigo' e o promove como o núcleo das relações sociais e políticas. [...] despolitiza as fontes de conflito e tende a empoderar aqueles que já se beneficiam do status quo, devido ao seu MORALISMO conservador e à vitimização de uma classe ou grupo de pessoas que não querem comprometer seu status predominante. Ao contrário do antagonismo de classes, a guerra ultrapolitica é travada contra um inimigo construído [ex. a Corrupção do PT]." (FERNANDES, Sabrina — Sintomas Mórbidos, 2019, p. 256).

"A corrupção como a expressão simbólica e despolitizada do antagonismo [interesses de classes {proletariado/comunistas x burguesia/capitalistas}] evolui para a ultrapolítica ["bons x maus"] e adiciona mais inimigos na forma de ameaças" (FERNANDES, Sabrina — Sintomas Mórbidos, 2019, p. 257).

* * *

"O juízo bom não provém daqueles aos quais se fez o bem. Foram os bons mesmos, isto é, os nobres, poderosos, superiores em posição e pensamento, que sentiram e estabeleceram a si e a seus atos como bons, ou seja, de primeira ordem, em oposição a tudo que era baixo, de pensamento baixo, vulgar e plebeu” (NIETZSCHE, Friedrich — Genealogia da Moral, primeira dissertação, § 2) — Nietzsche – Bom e Mau, Bom e Ruim (https://razaoinadequada.com/2014/09/09/genealogia-da-moral-bom-e-mau-bom-e-ruim/)

Hitler, provavelmente financiado pelos bancos anglo-saxões/norte-americanos — que podem estar ligados aos judeus sionistas [burgueses], que nos dias de hoje nos remete a Soros, que alguns dizem ser judeu sionista — era contra o Comunismo, "o Inimigo" criado — segundo o que acreditava — pelos judeus bolcheviques [proletários], que destronaram e assassinaram a família do Czar [nobre, burguês] durante a Revolução Russa.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Por um Socialismo de verdade em vez de uma externalidade capitalista

Harto de falsos profetos por Ignacio Palomo Duarte (Flickr , Creative Commons)
A atual briga entre Capitalismo e Socialismo, como os conhecemos, nunca vai acabar, pois o Socialismo não deixa de ser uma externalidade, em seu sentido econômico, do próprio Capitalismo, ou seja, uma consequência não planejada ou não objetivada — como um filho de um encontro sexual casual talvez até com o uso de camisinha. A poluição é uma externalidade de algumas indústrias, por exemplo. O Capitalismo visa o lucro e as consequências sociais e ambientais são externalidades econômicas.

Não obstante, o Capitalismo defende a criação de riqueza por meio do trabalho humano, que é a capitalização ou contablização do trabalhador, isto é, o humano como Ativo (meio de produção) ou Passivo (gastos de produção) de um Balanço Patrimonial. Em outras palavras, números. O Socialismo, por meio de Sindicatos dos Trabalhadores por exemplo, busca oferecer condições humanas e sustentáveis do emprego, e mais além, busca o enriquecimento por meio de salários cada vez mais altos. Ou seja, luta para que humanos não sejam números mas sócios, pessoas com os mesmos direitos humanos que possam compatilhar as riquezas que mercem por terem produzido ou paticipado da produção.

O Capitalismo, nessa estrutura puramente financeira, não é sustentável pois visa o lucro privado tendendo à exploração humana, chegando até mesmo a diferentes graus de escravidão. A escravidão no Brasil é um agravante que marca o Capitalismo como um sistema Imperial Capitanista que logo foi golpeado ou sofreu derrame por meio da Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889, cerca de meio século depois da Primeira Revolução Industrial que ocorreu aproximadamente entre 1760 e 1820-40. O Capitalismo é originalmente um sistema imperial britânico, desde esse momento que engendrou a burguesia e o proletariado como conhecemos hoje, e a luta de classes.

Essa capitalização que transformou trabalhadores (como os artesãos) em meros operários (condutor de máquinas alienados da criação) desumanizou a socidade, de modo que hoje se tem Pessoas Jurídicas no lugar de Nobres, Pensadores etc. São os governadores poderosos, não mais pessoas físicas. O mundo, ao meu ver e em parte, está caótico pois está sendo dirigido por legiões, que, como apontam alguns especialistas em pessoas, as Pessoas Jurídicas, em geral, possuem perfil de um psicopata, incapazes de ver as consequências de seus atos egoístas. Apenas vejam o caso da Vale que não se culpa pelo rompimento da barragem que destruiu a vida de muitos.
Então Jesus lhe perguntou: "Qual é o seu nome? " "Meu nome é Legião", respondeu ele, "porque somos muitos". — Marcos 5:9
O Capitalismo levou ao acúmulo de posses, e como apontam alguns estudos culminou nas duas Grandes Guerras Mundiais. A segunda marca o fim dos Impérios, como os Britânico, Austro-Húngaro ou Alemão, Japonês, Francês etc. e transformou os EUA numa espécie de império financeiro, que possivelmente instigou o ataque terrorista das torres gêmeas (World Trade Center) de Nova York em 11 de setembro de 2001. Lembrando que a última Grande Guerra terminou em Guerra Fria entre os EUA e a URSS, hoje apenas Rússia. O primeiro representando o Capitalismo e a segunda representando o Comunismo que logo se transformou em Stalinismo, uma forma concentrada de poder como é característica do Fascismo e do Nazismo; outra forma de império.

Por fim, importa superar o modelo socialista que apenas tem buscado desviar dinheiro, tomando o dinheiro dos ricos para dar aos pobres. Penso que o Socialismo é a Humanização do Capitalismo, ou seja, a missão Socialista é fazer o capital trabalhar para sociedade em vez de tomar posse dos direitos dos outros e impedir que a socidade trabalhe para o capital. Precisamos sim de salários mínimos dignos de viver humanamente, hoje em torno de R$ 4.000,00 e Educação e Trabalho Qualificado para recebê-lo. Um empresário pode ser socialista desde que seu objetivo seja criar valor social, entregar soluções benéficas à sociedade. Um traficante de drogas e cafetão não deixa de ser um capitalista.

O Socialismo consiste em transformar o Capitalismo em sistema ou ferramenta sustentável de manutenção da vida. Pagar salários dignos a pessoas dignas é Socialismo. Cuidar e curar os doentes é socialismo. Socialismo é dar condições à uma sociedade sustentável de Bem Estar. Socialismo é Educação. Educação é o processo de florescimento e frutificação humana. Socialismo é criar, produzir enquanto que capitalismo é consumir. Essa é a minha opinião até aqui. Fiquem livres para corrigir, especialmente dados históricos, ou refutar, demonstrando bons argumentos ou teorias.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Instituições e Desenvolvimento Econômico



Douglass Cecil North foi um economista estadunidense
Compartilhando texto retirado da aula de Advanced Topics in Economic Development ministrada pela prof.ª Dr.ª Elisangela Luzia Araújo do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

"Instituições são restrições [regras] humanas idealizadas que estruturam a política, a economia e as interações sociais. Elas compreendem tanto as restrições informais (sanções, tabus, costumes, tradições e códigos de conduta) quanto às restrições formais (constituições, leis, direitos de propriedade). Ao longo da história, as instituições vêm sendo criadas pelos humanos para engendrar ordem e reduzir incertezas [medos] de câmbio [troca, negociação]. Juntamente com as restrições padrão da economia elas definem a configuração das escolhas e consequentemente determinam os custos de transação e produção doravante a rentabilidade e a viabilidade da atividade econômica. Elas evoluíram gradualmente, conectando o passado com o presente e o futuro; assim, a história é em grande parte uma demonstração da evolução das instituições, de modo que a história do desenvolvimento econômico apenas pode ser entendida como parte de uma demonstração sequencial. As instituições fornecem uma estrutura de incentivos de uma economia; conforme essa estrutura se desenvolve, ela molda o direcionamento da mutação da economia durante o crescimento, a estagnação ou o declínio. Institutions are the humanly devised constraints that structure political, economic and social interaction. They consist of both informal constraints (sanctions, taboos, customs, traditions, and codes of conduct), and formal rules (constitutions, laws, property rights). Throughout history, institutions have been devised by human beings to create order and reduce uncertainty in exchange. Together with the standard constraints of economics they define the choice set and therefore determine transaction and production costs and hence the profitability and feasibility of engaging in economic activity. They evolve incrementally, connecting the past with the present and the future; history in consequence is largely a story of institutional evolution in which the historical performance of economies can only be understood as a part of a sequential story. Institutions provide the incentive structure of an economy; as that structure evolves, it shapes the direction of economic change towards growth, stagnation, or decline."