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quinta-feira, 4 de março de 2021

POLÍTICA: Esquerda & Direita | Em cima e embaixo

Existe muita confusão quando falamos de posição ou lado político, principalmente quando falamos de esquerda ou direita. A política foi "divida" publicamente em esquerda e direita na época da Revolução Francesa (1789). O povo que queria acabar com o Absolutismo, os revolucionários da 'Igualdade, Liberdade e Fraternidade', sentava-se à direita (em azul) do "monarca" (mas a direita do monarca é à esquerda da sala), enquanto que aqueles que queriam manter o poder (absoluto) de veto do rei, os conservadores do status quo, sentavam-se à esquerda (em vermelho) do "monarca" (mas que fica à direta da sala). Aqui já começa a confusão, pois a esquerda revolucionária senta-se à direita do "monarca" que fica de frente para o povo; logo a direita conservadora à sua esquerda. Mas, para definir o significado fundamental vamos convir que:

  • a direita representa os conservadores;
  • a esquerda representa os revolucionários.
Aqueles que queriam acabar com os privilégios da monarquia e dos mercadores ganharam por 673 votos contra 325. A Revolução Francesa, portanto, é Republicana liberal, mas ainda capitalista. Na cabeça das pessoas, hoje, no Brasil, os liberais se veem como direita, pois querem conservar suas conquistas. Então, a esquerda revolucionária, com suas ideias "comunistas" quer uma volta ao "absolutismo", mas cujo poder não vem de um monarca mas do Estado-Nação, de um Führer (A. Hitler) ou Duce (B. Mussolini); em outras palavras os revolucionários de hoje querem reestabelecer os privilégios dos "amigos do rei" que viviam no Palácio de Versalhes (como bem mostra a séria Versailles da Netflix) em nome dos trabalhadores.


Em outras palavras, a esquerda e a direita representam os extremos, que em uma ferradura se enquadram na parte inferior do quadro, que chamo de sinistro (esquerda-direta extrema), sendo direito, o centro-esquerda-direita. Assim, eu me encaixo no centro, pois tenho ideias socialistas e liberalistas, não sendo revolucionário nem, tanto, conservador, embora entenda que o conservadorismo possa ser entendido como sendo uma evolução sustentável. Então, para que não fiquemos tão perdidos eu montei um quadro de como vejo que a política deve ser classificada ou vista, como um mapa:






A teoria da ferradura aponta que a extrema-esquerda (far left) e a extrema-direita (far right) estão mais próximas entre si do que para o centro político. (WikipédiA)

Em seu livro, Por que o Brasil é um país atrasado?, Luiz Philippe de Orleans e Bragança demonstra o seguinte esquema, que podemos chamar de Graus de Liberdade:

O que nos falta são valores morais e instituições corretas. Em outras palavras, para a esquerda falta estudar a ética e observar a moral, os bons costumes, que de certa forma estão sendo representados pelas religiões; para a direita falta estudar os fundamentos da economia liberal que está no livro Teoria dos Sentimentos Morais de Adam Smith e Direito. Ora a moeda Real é fiduciária, baseada em confiança, então, o valor de uma moeda fiduciária depende da honra, da honestidade. O Brasil é um dos países mais corruptos do mundo. As escolas deveriam ensinar ética (regras sociais, conveniências), direito, economia (regras patrimoniais) e administração. Quando a direta culpa a esquerda, não estão sendo mais do que Dons Quixotes, inventando um mal para combater, mas que no fundo quer a mesma coisa, poder e dinheiro. Sinistro é a exploração e a servidão, direito é a criação (bens) e a utilização (serviços).

sábado, 4 de maio de 2019

Por que as Nações falham?


Daron Acemoglu e James A. Robinson escreveram o livro Why Nations Fail: the Origins of Power, Prosperity, and Poverty / O porquê as Nações Falham: as Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza (tradução livre). Abaixo segue um video de cada autor sobre o assunto.


O monopólio toma outra forma na América Latina: capitania no Brasil e encomienda nos demais países. Se a América do Norte é um marketplace, a América Latina é um produto, um bem, uma propriedade de seus donos e suas donas, bem como encomendadores. Não é por acaso que Brasília, capital do Brasil, foi inspirada no Egito de Akenathon (1.352 a 1.336 a.C), onde atualmente impéra a desigualdade econômica, e de onde Moisés fugiu a cerca de 3.500 anos atrás. Os nativos, os brasilianos, como foram os judeus, são apenas mão-de-obra semi-escrava dos brasileiros faraônicos. Brasileiro não é nativo mas dignatário, ou dignitário. Precisamos de uma Revolução Gloriosa, sem derramamento de sangue; uma Revolução Salutar (O Caminho, a Verdade e a Vida).


Em minha opinião houve uma inversão de valores entre Capitalismo e Socialismo, resumindo-se a Direita (Elite / Privado / Empregadores) e Esquerda (Povo / Público / Empregados) respectivamente. O que na verdade seria mais algo como Conservadores e Revolucionários. Ou seja, estamos capitalizando as pessoas e socializando as coisas. Um dos fatores de equanimidade ou justiça social é a Inovação, que significa não conservar algo velho e arcaico, mas não necessariamente revolucionar no sentido proletariado, que seria algo como virar a mesa. O que importa saber é que o Capitalismo, ao meu ver, deve ser entendido como a parte Financeira da Economia e o Socialismo como a parte Filosófica ou Lógica da Economia, que é a distribuição de recurssos escassos. Parece-me que os capitalistas querem colocar a Diretoria Financeira na Diretoria Geral, enquanto que os comunistas, mal chamados socialistas, querem colocar os Recursos Humanos na Diretoria Geral. E isso não tem a ver com o vídeo acima.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Por um Socialismo de verdade em vez de uma externalidade capitalista

Harto de falsos profetos por Ignacio Palomo Duarte (Flickr , Creative Commons)
A atual briga entre Capitalismo e Socialismo, como os conhecemos, nunca vai acabar, pois o Socialismo não deixa de ser uma externalidade, em seu sentido econômico, do próprio Capitalismo, ou seja, uma consequência não planejada ou não objetivada — como um filho de um encontro sexual casual talvez até com o uso de camisinha. A poluição é uma externalidade de algumas indústrias, por exemplo. O Capitalismo visa o lucro e as consequências sociais e ambientais são externalidades econômicas.

Não obstante, o Capitalismo defende a criação de riqueza por meio do trabalho humano, que é a capitalização ou contablização do trabalhador, isto é, o humano como Ativo (meio de produção) ou Passivo (gastos de produção) de um Balanço Patrimonial. Em outras palavras, números. O Socialismo, por meio de Sindicatos dos Trabalhadores por exemplo, busca oferecer condições humanas e sustentáveis do emprego, e mais além, busca o enriquecimento por meio de salários cada vez mais altos. Ou seja, luta para que humanos não sejam números mas sócios, pessoas com os mesmos direitos humanos que possam compatilhar as riquezas que mercem por terem produzido ou paticipado da produção.

O Capitalismo, nessa estrutura puramente financeira, não é sustentável pois visa o lucro privado tendendo à exploração humana, chegando até mesmo a diferentes graus de escravidão. A escravidão no Brasil é um agravante que marca o Capitalismo como um sistema Imperial Capitanista que logo foi golpeado ou sofreu derrame por meio da Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889, cerca de meio século depois da Primeira Revolução Industrial que ocorreu aproximadamente entre 1760 e 1820-40. O Capitalismo é originalmente um sistema imperial britânico, desde esse momento que engendrou a burguesia e o proletariado como conhecemos hoje, e a luta de classes.

Essa capitalização que transformou trabalhadores (como os artesãos) em meros operários (condutor de máquinas alienados da criação) desumanizou a socidade, de modo que hoje se tem Pessoas Jurídicas no lugar de Nobres, Pensadores etc. São os governadores poderosos, não mais pessoas físicas. O mundo, ao meu ver e em parte, está caótico pois está sendo dirigido por legiões, que, como apontam alguns especialistas em pessoas, as Pessoas Jurídicas, em geral, possuem perfil de um psicopata, incapazes de ver as consequências de seus atos egoístas. Apenas vejam o caso da Vale que não se culpa pelo rompimento da barragem que destruiu a vida de muitos.
Então Jesus lhe perguntou: "Qual é o seu nome? " "Meu nome é Legião", respondeu ele, "porque somos muitos". — Marcos 5:9
O Capitalismo levou ao acúmulo de posses, e como apontam alguns estudos culminou nas duas Grandes Guerras Mundiais. A segunda marca o fim dos Impérios, como os Britânico, Austro-Húngaro ou Alemão, Japonês, Francês etc. e transformou os EUA numa espécie de império financeiro, que possivelmente instigou o ataque terrorista das torres gêmeas (World Trade Center) de Nova York em 11 de setembro de 2001. Lembrando que a última Grande Guerra terminou em Guerra Fria entre os EUA e a URSS, hoje apenas Rússia. O primeiro representando o Capitalismo e a segunda representando o Comunismo que logo se transformou em Stalinismo, uma forma concentrada de poder como é característica do Fascismo e do Nazismo; outra forma de império.

Por fim, importa superar o modelo socialista que apenas tem buscado desviar dinheiro, tomando o dinheiro dos ricos para dar aos pobres. Penso que o Socialismo é a Humanização do Capitalismo, ou seja, a missão Socialista é fazer o capital trabalhar para sociedade em vez de tomar posse dos direitos dos outros e impedir que a socidade trabalhe para o capital. Precisamos sim de salários mínimos dignos de viver humanamente, hoje em torno de R$ 4.000,00 e Educação e Trabalho Qualificado para recebê-lo. Um empresário pode ser socialista desde que seu objetivo seja criar valor social, entregar soluções benéficas à sociedade. Um traficante de drogas e cafetão não deixa de ser um capitalista.

O Socialismo consiste em transformar o Capitalismo em sistema ou ferramenta sustentável de manutenção da vida. Pagar salários dignos a pessoas dignas é Socialismo. Cuidar e curar os doentes é socialismo. Socialismo é dar condições à uma sociedade sustentável de Bem Estar. Socialismo é Educação. Educação é o processo de florescimento e frutificação humana. Socialismo é criar, produzir enquanto que capitalismo é consumir. Essa é a minha opinião até aqui. Fiquem livres para corrigir, especialmente dados históricos, ou refutar, demonstrando bons argumentos ou teorias.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Aborto, Prostituição e Drogas, um Movimento Liberal?


Liberdade Individual

Tenho pensado em formas de equilibrar códigos de conduta (ética) e leis com a vida real. Para alguns a liberdade significa poder fazer o que desejar ou, pior, ter o direito a tudo sobre todos. Para outros significa autonomia, o direito a escolher por si em vez de somente obedecer mandamentos, imposições. Os primeiros são anárquicos e libertinos, os segundos individualistas e liberais. Em verdade essa divisão não existe, mas é uma forma de diferenciar conceitos ou movimentos históricos da ideologia de manada ou movimentos de massa, de rebeldes "sem causa" (sem objetividade). O Movimento Liberal ganhou voz e força com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O perigo é que as pessoas, em geral, não sabem o que é Liberdade. Bem, meu objetivo aqui não é falar sobre isso, mas sobre aborto e prostituição, principalmente, drogas também. Serve esse como contextualização.

Penso que tanto o aborto quanto a prostituição, em primeiro lugar, não devam ser legalizados, pois nem um nem outro é Lei! Entenda-se, aqui, por Lei a Ordem da Natureza como forma de Organização. A Lei procura manter a ordem ou descrever um fenômeno com causas e efeitos. Leis da Natureza, Leis da Sociedade; como as coisas funcionam. Sem ordem, sem leis, as coisas não funcionam; naturalmente, uma anarquia não funciona, porque cada um faz o que quiser; não há ordem, organização. Voltando ao assunto, o aborto e a prostituição não são legais, no entanto, não deixam de ser uma fatalidade natural, fazendo parte de uma desordem que por vezes soa como necessária. Em segundo lugar, penso que essas práticas podem sim e até mesmo devem ser descriminalizadas em determinadas circunstâncias e limites, em que entram as liberdades individuais. 

Prostituição

A prostituição é mais fácil de entender pois, por um lado, desde que o sexo seja consentido — especialmente pela mulher —, constitui um direito natural. Por outro lado, desde que previamente estabelecido um preço e concordado o pagamento para consumação do serviço sexual constitui um acordo ou consentimento mútuo, uma venda ou troca. O que sucede é que por vezes o acordo não é cumprido e ambas as partes rogam ao Governo por direitos, que não é assunto do Estado, cujo dever é o de proteger a sociedade e não o indivíduo. Cabe às partes saberem negociar e se proteger.

O Estado deve proibir sim a exploração sexual, a escravização, a privação da liberdade e o direito de viver. O que pode ser feito positivamente é uma regulamentação como forma de proteção social, isto é, controle epidêmico. Por exemplo, é salutar tirar as prostitutas da rua e orientar aos motéis e bordéis. Os bordéis por sua vez devem atuar como local apropriado à prostituição cujo negócio é a de boate, bar e motel. Não deve incidir impostos sobre as pessoas e sim sobre a venda de produtos como bebidas, camisinhas etc. e aluguel de quartos, por exemplo. O SUS, por sua vez, pode orientar a sociedade nas práticas de higiene sócio-sexual em vez de distribuir camisinhas.

O combate contra a prostituição, entendendo que é um aspecto indesejável e imoral da sociedade, deve se dar no favorecimento da prosperidade individual — por meio de méritos —, que significa fornecer em primeiro lugar boa educação, em segundo lugar bom serviço de saúde e em terceiro lugar favorecer o mercado com menos impostos e obrigações burocráticas para que se possa diminuir os custos e aumentar os salários e a oferta de serviços e trabalhos ou empregos.

Drogas

As drogas podem ser legalizadas como fármacos; devem ser vendidas em farmácias. O maior problema das drogas, em geral, não são as drogas em si, que por vezes podem aliviar dores. O problema é a má influência, os contatos com criminosos, os vendedores de drogas etc.

O aborto

O aborto é um assunto mais complicado porque é preciso classificar até onde a vida em gestação constitui um indivíduo. E, uma vez que a gravidez é resultado de duas vontades, um pai e uma mãe, o aborto não constitui uma liberdade individual. O aborto, como a prostituição, também não deve ser legalizado, salvo como está hoje — em caso de estupros, doenças incapacitantes etc. — mas pode ser descriminalizado em alguns casos. A vida em gestação, em minha opinião, enquanto embrião ainda não é um indivíduo, mas parte da mãe como um órgão. Depois de se tornar feto deve se analisar melhor a situação; neste caso deve se considerar a formação do sistema neurológico que engendra a autoconsciência que permite ao sujeito perceber-se como indivíduo. Pelo que li, esse sistema se forma basicamente no final do primeiro trimestre, isto é, no terceiro mês de gestação, entre as décima e duodécima semanas.

Assim, em primeiro lugar o aborto pode ser descriminalizado em casos em que a mulher não tenha um marido, não tenha condições financeiras de sustentar a criança e a gestação se encontre ainda em fase embrionária. Depois de feto, até no máximo o fim do primeiro trimestre, um responsável como pai, mãe ou parceiro ou cúmplice sexual deve autorizar o aborto, por escrito e assinado, junto com a mãe. Dentro de um casamento, o aborto deve ter o consentimento do casal até os mesmos limites de gestação até aqui apresentados. Por fim, em terceiro lugar, esse é um assunto particular e portanto não cabe ao Estado, consequentemente à sociedade, arcar com os custos do procedimento, ou seja, não deverá ser procedido pelo SUS, ou pago pelo Estado, salvo em casos em que a Lei atual permitir. A partir do segundo trimestre o aborto tipifica crime, assassinato.

Liberalismo

De um modo geral, o único serviço que o Estado deve fornecer é o de Governo e Segurança Pública Nacional (Forças Armadas). O que pode ser feito quanto à Educação e à Saúde é privatizar tudo mas manter um convênio com o Estado — a ser pago por voucher, por exemplo — e em alguns casos haver participação societária do Estado por questões estratégicas de proteção nacional. Que inclui os serviços de Comunicação e Energia Elétrica, entre outros. As Empresas de algum modo devem servir ao Estado, a favor da Sociedade.

sábado, 14 de abril de 2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

A Morte e a Miséria não são soluções para a Vida e a Sustentabilidade

Preservar mais vidas leva à sobrepopulação?
Does saving more lives lead to overpopulation?




Não, quando casais possuem melhor qualidade de vida tendem a planejar a gravidez, escolhendo menos filhos. O Sistema de Saúde Pública não pode ser privatizada, mas com certeza deve ser otimizada procurando atender casos de doenças que não podem ser evitadas. Para casos de abusos com álcool, drogas, sexo etc. os atendimentos devem ser cobrados, ou seja, quando constatados irresponsabilidade do cidadão o Estado não deve cobrir os custos. Abortos devem ser cobrados quando por gravidez não planejada. Não é dever do Estado cuidar do cidadão e sim da sociedade, do bem-estar humano e da civilidade ou moral correta.

Distribuir camisinhas gratuitamente é um apoio à prostituição, à promiscuidade ao sexo abusivo, é uma violação da instituição familiar. Também, não é dever do Estado fornecer remédios gratuitamente, porém a indústria farmacêutica deve ser considerada uma Organização Civil sem fins lucrativos, tipo OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Assim como tudo o que é ResPublica, como Saneamento (SANEPAR no Paraná), Energia (ELETROBRAS, PETROBRAS), Infra-Estrutura Urbana Pública (Rodovias, Ferrovias, Portos), Comunicação, Alimentos Vegetais Agroecológicos (commodities), Alimentos Animais etc. Pessoas Jurídicas de Interesse Público devem estar à serviço da Nação.

"A maior proteção que um trabalhador pode ter é um mercado de trabalho dinâmico e diversificado, com vários opções de emprego surgindo a todo momento. […] Com a CLT, o custo do trabalhador brasileiro* fica mais alto para o empregador em razão do excesso de regulamentações. Obrigadas a lidar com o custo elevado, as empresas passam a exigir qualificações melhores e certas garantias de produtividade" (BRAGANÇA, Luiz Philippe de Orelans e. Por que o Brasil é um país atrasado? Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2017, p. 53-54).
A Saúde, depende de condições de vida. Com um salário-mínimo de ~R$900,00 não é possível ao indivíduo sobreviver. Sabemos que o salário-mínimo real se encontra em torno de R$4.000,00. Sabemos também que os impostos sobre o trabalhador são custos que as empresas não podem arcar, de modo que se deve taxar a pessoa jurídica para que os trabalhadores tenham maior flexibilidade diminuindo as exigências de mercado, como alta qualificação e experiência que somente privilegiados possuem. O custo de um trabalhador para a empresa é mais ou menos o dobro do seu salário, que são Impostos sem retorno. Muito melhor é investir em particular, mas para isso é necessário Educação Financeira nas Escolas Públicas.

"A irrealidade do setor público é visível nas economias que optaram por estabelecer salários e direitos trabalhistas completamente irreais e desconectados com a realidade de mercado. Assim, as administrações públicas impõem um alto custo à sociedade a curto e longo prazo. Salários acima do mercado e condições de trabalho e direitos trabalhistas insustentáveis e em completa dissociação com o prevalente no mercado" (DIAS, Joilson. Proposta de Uma Constituição do Futuro: novos princípios de igualdade perante as leis e de democracia. Curitiba: CRV, 2017, p.145.).
A desigualdade social também é outro fator preocupante, que retira a competitividade do mercado, conduzindo ao jogo sujo, lavagem de dinheiro, corrupção, evasão fiscal, calotes etc. que vão aumento custos, burocracia, juros, oligarquias etc. Não podemos confundir o Livre Mercado com ausência de direitos e deveres, com um Vale-Tudo. Não é de interesse social enriquecer um pequeno grupo nem é de necessidade real ou mesmo republicano que um pequeno grupo se enriqueça. Os lucros que passam da necessidade familiar devem ser direcionados aos negócios e distribuição de yields. Com isso, o empregado também poderá receber porcentagens de rendimentos e assumir prejuízos também.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Palestra: Proposta de uma Constituição do Futuro - Prof. PhD. Joilson Dias


Palestra proferida pelo prof. PhD. Joilson Dias do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá em 06 de dezembro de 2017. Através de análise de outras constituições, como as da Inglaterra, Estados Unidos da América, Alemanha e França nota-se falhas contraditórias em nossa Constituição de 1988 que dá privilégios para alguns e tira de outros não sendo democrática. Não somente isso, a vinculação da Economia a uma Constituição dificulta o desenvolvimento do mercado nacional por meio de uma competitividade saudável; como já apontou Ayn Rand anos atrás.


JOILSON DIAS | Possui Doutorado e Pós-Doutorado em Economia pela University of South Carolina, Columbia, SC, EUA, e Pós-Doutorado pela USP - Universidade de São Paulo, SP, Brasil. Foi professor visitante na Universidade do Minho, Portugal, Bryant University, EUA e University of Applied Sciences of Osnabrück, Alemanha. Ganhou o Prêmio Brasil de Economia do Conselho Federal de Economia de 1996/1997 em parceria com a Prof.ª Dr.ª Maria Helena Ambrósio Dias e foi Cátedra do IPEA-Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada do Governo Federal no período 2010-2012. Exerce a função de Professor Titular no Departamento de Economia e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Maringá nas áreas de: crescimento econômico, macroeconomia e econometria avançada desde 1994. É Consultor e Pesquisador do CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico desde 1994. Suas pesquisas em capital humano e sobre o papel das instituições democráticas e dos princípios constitucionais no crescimento e no desenvolvimento econômico das sociedades tornaram-se o tema de pesquisa principal do autor, as quais resultaram em publicações em revistas científicas e capítulos de livros em nível nacional e internacional.