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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Aborto, Prostituição e Drogas, um Movimento Liberal?


Liberdade Individual

Tenho pensado em formas de equilibrar códigos de conduta (ética) e leis com a vida real. Para alguns a liberdade significa poder fazer o que desejar ou, pior, ter o direito a tudo sobre todos. Para outros significa autonomia, o direito a escolher por si em vez de somente obedecer mandamentos, imposições. Os primeiros são anárquicos e libertinos, os segundos individualistas e liberais. Em verdade essa divisão não existe, mas é uma forma de diferenciar conceitos ou movimentos históricos da ideologia de manada ou movimentos de massa, de rebeldes "sem causa" (sem objetividade). O Movimento Liberal ganhou voz e força com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O perigo é que as pessoas, em geral, não sabem o que é Liberdade. Bem, meu objetivo aqui não é falar sobre isso, mas sobre aborto e prostituição, principalmente, drogas também. Serve esse como contextualização.

Penso que tanto o aborto quanto a prostituição, em primeiro lugar, não devam ser legalizados, pois nem um nem outro é Lei! Entenda-se, aqui, por Lei a Ordem da Natureza como forma de Organização. A Lei procura manter a ordem ou descrever um fenômeno com causas e efeitos. Leis da Natureza, Leis da Sociedade; como as coisas funcionam. Sem ordem, sem leis, as coisas não funcionam; naturalmente, uma anarquia não funciona, porque cada um faz o que quiser; não há ordem, organização. Voltando ao assunto, o aborto e a prostituição não são legais, no entanto, não deixam de ser uma fatalidade natural, fazendo parte de uma desordem que por vezes soa como necessária. Em segundo lugar, penso que essas práticas podem sim e até mesmo devem ser descriminalizadas em determinadas circunstâncias e limites, em que entram as liberdades individuais. 

Prostituição

A prostituição é mais fácil de entender pois, por um lado, desde que o sexo seja consentido — especialmente pela mulher —, constitui um direito natural. Por outro lado, desde que previamente estabelecido um preço e concordado o pagamento para consumação do serviço sexual constitui um acordo ou consentimento mútuo, uma venda ou troca. O que sucede é que por vezes o acordo não é cumprido e ambas as partes rogam ao Governo por direitos, que não é assunto do Estado, cujo dever é o de proteger a sociedade e não o indivíduo. Cabe às partes saberem negociar e se proteger.

O Estado deve proibir sim a exploração sexual, a escravização, a privação da liberdade e o direito de viver. O que pode ser feito positivamente é uma regulamentação como forma de proteção social, isto é, controle epidêmico. Por exemplo, é salutar tirar as prostitutas da rua e orientar aos motéis e bordéis. Os bordéis por sua vez devem atuar como local apropriado à prostituição cujo negócio é a de boate, bar e motel. Não deve incidir impostos sobre as pessoas e sim sobre a venda de produtos como bebidas, camisinhas etc. e aluguel de quartos, por exemplo. O SUS, por sua vez, pode orientar a sociedade nas práticas de higiene sócio-sexual em vez de distribuir camisinhas.

O combate contra a prostituição, entendendo que é um aspecto indesejável e imoral da sociedade, deve se dar no favorecimento da prosperidade individual — por meio de méritos —, que significa fornecer em primeiro lugar boa educação, em segundo lugar bom serviço de saúde e em terceiro lugar favorecer o mercado com menos impostos e obrigações burocráticas para que se possa diminuir os custos e aumentar os salários e a oferta de serviços e trabalhos ou empregos.

Drogas

As drogas podem ser legalizadas como fármacos; devem ser vendidas em farmácias. O maior problema das drogas, em geral, não são as drogas em si, que por vezes podem aliviar dores. O problema é a má influência, os contatos com criminosos, os vendedores de drogas etc.

O aborto

O aborto é um assunto mais complicado porque é preciso classificar até onde a vida em gestação constitui um indivíduo. E, uma vez que a gravidez é resultado de duas vontades, um pai e uma mãe, o aborto não constitui uma liberdade individual. O aborto, como a prostituição, também não deve ser legalizado, salvo como está hoje — em caso de estupros, doenças incapacitantes etc. — mas pode ser descriminalizado em alguns casos. A vida em gestação, em minha opinião, enquanto embrião ainda não é um indivíduo, mas parte da mãe como um órgão. Depois de se tornar feto deve se analisar melhor a situação; neste caso deve se considerar a formação do sistema neurológico que engendra a autoconsciência que permite ao sujeito perceber-se como indivíduo. Pelo que li, esse sistema se forma basicamente no final do primeiro trimestre, isto é, no terceiro mês de gestação, entre as décima e duodécima semanas.

Assim, em primeiro lugar o aborto pode ser descriminalizado em casos em que a mulher não tenha um marido, não tenha condições financeiras de sustentar a criança e a gestação se encontre ainda em fase embrionária. Depois de feto, até no máximo o fim do primeiro trimestre, um responsável como pai, mãe ou parceiro ou cúmplice sexual deve autorizar o aborto, por escrito e assinado, junto com a mãe. Dentro de um casamento, o aborto deve ter o consentimento do casal até os mesmos limites de gestação até aqui apresentados. Por fim, em terceiro lugar, esse é um assunto particular e portanto não cabe ao Estado, consequentemente à sociedade, arcar com os custos do procedimento, ou seja, não deverá ser procedido pelo SUS, ou pago pelo Estado, salvo em casos em que a Lei atual permitir. A partir do segundo trimestre o aborto tipifica crime, assassinato.

Liberalismo

De um modo geral, o único serviço que o Estado deve fornecer é o de Governo e Segurança Pública Nacional (Forças Armadas). O que pode ser feito quanto à Educação e à Saúde é privatizar tudo mas manter um convênio com o Estado — a ser pago por voucher, por exemplo — e em alguns casos haver participação societária do Estado por questões estratégicas de proteção nacional. Que inclui os serviços de Comunicação e Energia Elétrica, entre outros. As Empresas de algum modo devem servir ao Estado, a favor da Sociedade.

sábado, 14 de abril de 2018

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Brasil, Pátria Amada (que não seja idolatrada)

Fonte: Série A Última Cruzada do Brasil Paralelo

Se queremos um país unificado em forma de Nação de modo que a sociedade possa ser chamada de Civilização - considerando que hoje não somos uma sociedade civil organizada e sim uma coletividade urbana controlada (por Sociedades Anônimas ou Oligarquias) - se faz justo e necessário unificar o povo por meio da Comunicação, isto é, da Língua Portuguesa-brasiliana ou Brasilês, em primeiro lugar. Entendendo que falar em brasileiro é utilizar o sentido figurado ou conotativo devemos aprender o brasilês que é o uso do sentido literal ou denotativo da palavra, quase sempre fundado no latim.

Tudo começa pelo pertencimento, da propriedade, especialmente a da Casa que abriga um Lar, como o Castelo ou Domus que protege a Família Real. Antigamente, a casa era chamada de domus, de modo que "era tão importante ser a pessoa principal num domus, – o dominus, o 'Senhor' – que daí derivaram palavras como dominador e domínio, que dão a ideia de alguém com poderes para ser obedecido pelos outros habitantes da morada, como parentes e servos" (Casa em Origem da Palavra). Dom de Dom Pedro I e II (Imperadores do Brasil) vem daí, e eram portanto os Senhores do Brasil.

Casa é um termo latim que designa cabana, choça ou habitação popular onde, em vez de um Dom ou Senhor, temos Deus Lar ou o Fogo como protetor. Lar"vem do nome dos deuses romanos Lares, que protegiam cada família em sua casa e eram simbolizados pelo fogo aceso em cada domicílio" (Origem da Palavra) de onde vem também o nome Lareira. Hoje pode ser uma vela de um altar, mas em um Estado-laico o que une e protege a família é o Fogão, que se localiza na cozinha, onde a família deve se reunir e comungar.

Genealogia do Brasil

A base comum dos povos do ocidente é o Latim, língua oficial da Igreja Católica (Universal, Holística, Cosmopolita) Cristã (que se fundamenta em Cristo que significa Ungido no sentido de ser batizado com óleo, neste caso Jesus Cristo). Não estamos falando da Igreja Apostólica Romana cuja língua oficial atualmente, neste terceiro milênio, é o italiano. A unificação do povo não vem da religião, mas da língua, no Brasil o Brasilês (Português-brasílico). Assim, vamos começar pelo estudo etimológico dos termos brasileiro, brasiliense, brasiliano etc.

De acordo com o professor Cláudio Moreno:
"O sufixo -eiro, por sua vez, é muito usado para indicar profissão ou atividade: jornaleiro, sapateiro, cabeleireiro, ferreiro. É por isso que os nascidos no Brasil são brasileiros (e não brasilianos ou brasilenses): essa era a denominação dos que trabalhavam, nos primeiros dias do Descobrimento, na extração do pau-brasil, e passou a designar todos os que nasciam aqui nesta terra. Da mesma forma, chamamos de mineiros os que nascem no estado de Minas Gerais, palavra que já existia como profissão. Como podes ver, gentílicos com a terminação -EIRO são muito raros e não devem chegar a meia dezena" (o gentílico Brasileiro em SuaLingua.com.br).
Estando a denominação brasileiro ligada aos exploradores do Pau-Brasil não é de se espantar que o Brasil seja um país controlado por Oligarquias, de modo que, brasileiro define uma identidade nacional corrompida representando somente os capitalistas oligárquicos ou monopolistas e políticos corruptos, bem como os donos de terras ou propriedades ou negócios que ainda administram seus trabalhos com uma visão ou modelo escravagista (lembrando que fomos um dos últimos ou o último país a abolir a escravidão, ao menos em teoria por decreto da Família Real, mas bem se sabe que continuou informalmente).

Antigamente, as pessoas trabalhadoras (empregados ou funcionários) eram vistas como Capital Humano, mas na economia moderna tem se considerado a força de trabalho individual como Recurso Humano e a tendência é que estes sejam vistos como sócios da empresa, em diferentes níveis, de modo semelhante aos acionistas que compram parte do capital de uma empresa em forma de Ações (O que é uma Ação?), mas neste caso, ação significa agir, trabalhar. (Assim, melhor é tributar a Pessoa Jurídica em vez da Pessoa Física que aumenta os custos do empregador diminuindo a flexibilidade e oportunidades do mercado de trabalho.)

O significado de -eiro (Ciberdúvidas da Língua Portuguesa)

"O sufixo -eiro é dos mais produtivos da língua portuguesa. Utiliza-se para formar adjectivos e nomes a partir de nomes (derivação denominal), pelo que o seu significado pode variar bastante. De forma muito sintética, Celso Cunha e Lindley Cintra atribuem ao sufixo -eiro os seguintes valores (Breve Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, João Sá das Costa Editores, pág. 69):
«I. Quando participa na derivação de nomes a partir de outros nomes:
– ocupação, ofício, profissão – barbeiro (barba), copeira (copa);
– lugar onde se guarda algo – galinheiro (galinha), tinteiro (tinta);
– árvore e arbusto – laranjeira (laranja), craveiro (cravo);
– ideia de intensidade, aumento – nevoeiro (névoa), poeira ();
– objecto de uso – cinzeiro (cinza), pulseira (pulso);
– noção colectiva – berreiro (berro), formigueiro (formiga);
«II. Quando participa na derivação de adjectivos a partir de nomes:
– relação, posse, origem – caseiro (casa); mineiro (de minas ou Minas Gerais).»"
Enfim, -eiro é uma referência ao prefixo indicando a natureza do ofício ou objeto. É o masculino de -aria(o), de onde vem, por exemplo, agrário ou agrária.

A Civilização Brasiliana

Considerando que brasiliense (com sufixo -ense que indica naturalidade, origem) já define os nascidos em Brasília, onde fica a sede ou a capital dos brasileiros, vamos tomar como termo mais apropriado para os nativos do Brasil o termo brasiliano(a). De acordo com o professor Cláudio Moreno "O sufixo -ano, com sua variante –iano, tinha um significado básico de “proveniência, origem”: doces serranos, autores italianos, monges tibetanos. Com o tempo, passou a indicar também a proveniência de uma ideia, a partir do nome de um autor ou de um movimento intelectual: sonetos camonianos, ideal republicano, igreja anglicana" (-eano ou –iano? em SuaLingua.com.br). Ou seja, o sufixo -ano atribui um valor de origem.

Assim, podemos definir o povo brasiliano como sendo os nativos do Brasil que são honestos detentores de consciência coletiva, católica, holística, cosmopolita. Isso significa dizer que é uma nação, de trabalhadores que trabalham em sinergia ou cooperação, e que ainda entendem o mundo globalizado, sendo flexíveis ao liberalismo econômico. A identidade nacional consistem em defender o território, a família, a língua, a educação, a saúde, o direito (Ética Social) e a economia (a regra da casa). O Povo Brasiliano deve pensar em uma Constituição do Futuro que respeite a nossa história. Recomendo o livro Por que o Brasil é um país atrasado?  do cientista político Luiz Phillippe de Orleans (descendente de Dom Pedro), que estou segurando na imagem abaixo.





quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Palestra: Proposta de uma Constituição do Futuro - Prof. PhD. Joilson Dias


Palestra proferida pelo prof. PhD. Joilson Dias do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá em 06 de dezembro de 2017. Através de análise de outras constituições, como as da Inglaterra, Estados Unidos da América, Alemanha e França nota-se falhas contraditórias em nossa Constituição de 1988 que dá privilégios para alguns e tira de outros não sendo democrática. Não somente isso, a vinculação da Economia a uma Constituição dificulta o desenvolvimento do mercado nacional por meio de uma competitividade saudável; como já apontou Ayn Rand anos atrás.


JOILSON DIAS | Possui Doutorado e Pós-Doutorado em Economia pela University of South Carolina, Columbia, SC, EUA, e Pós-Doutorado pela USP - Universidade de São Paulo, SP, Brasil. Foi professor visitante na Universidade do Minho, Portugal, Bryant University, EUA e University of Applied Sciences of Osnabrück, Alemanha. Ganhou o Prêmio Brasil de Economia do Conselho Federal de Economia de 1996/1997 em parceria com a Prof.ª Dr.ª Maria Helena Ambrósio Dias e foi Cátedra do IPEA-Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada do Governo Federal no período 2010-2012. Exerce a função de Professor Titular no Departamento de Economia e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Maringá nas áreas de: crescimento econômico, macroeconomia e econometria avançada desde 1994. É Consultor e Pesquisador do CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico desde 1994. Suas pesquisas em capital humano e sobre o papel das instituições democráticas e dos princípios constitucionais no crescimento e no desenvolvimento econômico das sociedades tornaram-se o tema de pesquisa principal do autor, as quais resultaram em publicações em revistas científicas e capítulos de livros em nível nacional e internacional.