quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Autismo: Carência de Habilidades Sociais


“Uma dificuldade do autismo é a questão da comunicação e interação social. Então, realmente, você não consegue interagir, se comunicar com os grupos.” (17:32; https://youtu.be/qR5JIrKboso?t=1052)

Classes de Habilidades Sociais


Séries recomendadas:

  • The Good Doctor (Globo);
  • Atypical (Netflix);
  • Tudo Bem Não Ser Normal (Netflix).

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Diferenças entre os socialistas e os comunistas, por Engels

Estou postando a pergunta e reposta nº 24, da obra Princípios do Comunismo de Engels só para que notem que o Comunismo não é Socialismo. Eu defendo, em parte, o Socialismo e o Liberalismo, mas como socialista não defendo o comunismo, e como liberal não defendo o capitalismo. Pelo texto, aproximo-me mais da terceira classe de socialistas, os socialistas democráticos, mas não sou um social-democrata.

Lendo o texto, tive a impressão de que se trata, o Comunismo, de uma doutrina espírita, como se algum espírito, ou djinn/gênio, mestre ascensionado, alienígena/extraterrestre, demônio, estivesse profetizando o futuro e o caminho a ser tomado. Pois, não se trata de uma argumentação lógica, mas de uma assertividade revelada. Não é atoa que o Comunismo é visto por muitos como uma religião, uma seita. Segue o seco, digo, o texto:


Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir"Lenin" e Josef Stalin — gettyimages

Princípios do Comunismo

Friedrich Engels

[...]

24.ª P[ergunta]: Como se diferenciam os comunistas dos socialistas?

R[esposta]: Os chamados socialistas dividem-se em três classes.

A primeira classe consiste nos partidários da sociedade feudal e patriarcal que foi aniquilada, e que continua ainda a ser diariamente aniquilada, pela grande indústria, pelo comércio mundial e pela sociedade burguesa por ambos criada. Esta classe tira dos males da sociedade actual a conclusão de que a sociedade feudal e patriarcal teria de ser restabelecida, porque estava livre destes males. Todas as suas propostas se dirigem, por caminhos direitos ou tortuosos, para este objectivo. Esta classe de socialistas reaccionários, apesar da sua pretensa compaixão e das suas lágrimas ardentes pela miséria do proletariado, será, todavia, contínua e energicamente combatida pelos comunistas, porque:

  1. se esforça por atingir algo de puramente impossível;
  2. procura restabelecer o domínio da aristocracia, dos mestres das corporações e dos proprietários de manufacturas, com o seu cortejo de reis absolutos ou feudais, de funcionários, de soldados e de padres, uma sociedade que, por certo, estava livre dos males da sociedade actual, mas que, em contrapartida, trazia consigo, pelo menos, outros tantos males e não oferecia a perspectiva de libertação dos operários oprimidos por meio de uma organização comunista;
  3. ela mostra os seus verdadeiros desígnios quando o proletariado se torna revolucionário e comunista, aliando-se então imediatamente com a burguesia contra os proletários.

A segunda classe consiste nos partidários da sociedade actual aos quais os males dela necessariamente decorrentes provocaram apreensões quanto à subsistência desta sociedade. Eles procuram, por conseguinte, conservar a sociedade actual, mas eliminar os males que a ela estão ligados. Com este objectivo, propõem, uns, simples medidas de beneficência, outros, grandiosos sistemas de reformas que, sob o pretexto de reorganizarem a sociedade, querem conservar as bases da sociedade actual e, com elas, a sociedade actual. Estes socialistas burgueses terão igualmente de ser combatidos constantemente pelos comunistas, uma vez que eles trabalham para os inimigos dos comunistas e defendem a sociedade que os comunistas querem precisamente derrubar.

A terceira classe consiste, finalmente, nos socialistas democráticos que, pela mesma via que os comunistas, querem uma parte das medidas indicadas na pergunta [18]; porém, não como meio de transição para o comunismo, mas como medidas que são suficientes para abolir a miséria e fazer desaparecer os males da sociedade actual. Estes socialistas democráticos ou são proletários que ainda não estão suficientemente esclarecidos acerca das condições da libertação da sua classe; ou são representantes dos pequenos burgueses, uma classe que, até à conquista da democracia e das medidas socialistas dela decorrentes, sob muitos aspectos tem os mesmos interesses que os proletários. Por isso, os comunistas entender-se-ão, nos momentos de acção, com esses socialistas democráticos e em geral terão de seguir com eles, de momento, uma política o mais possível comum, desde que esses socialistas não se ponham ao serviço da burguesia dominante e não ataquem os comunistas. É claro que este modo de acção comum não exclui a discussão das divergências com eles.

Lockdown é uma medida antissocial, embora imposta sob o nome de Socialismo e em defesa da vida

Os Pais do Comunismo (Marx, Engels, Lenin e Stalin) — gettyimages

A esquerda vem atacando o atual presidente Jair Bolsonaro, que pretende ser de direita, julgando-o de genocida/fascista por não defender o lockdown, e por tratar com desprezo as vítimas. Mas, o lockdown vem sido imposto (inconstitucionalmente) pelos Governadores ou gestores de cada Estado, como João Doria Junior (PSDB) de São Paulo e Ratinho Júnior (PSD) no Paraná. O lockdown nada mais é do que uma estratégia capitalista da alta burguesia (grande indústria), que necessita das crises econômicas para ficar cada vez mais rica. Assim, ao defender o lockdown, os chamados socialistas ou que se posicionam à esquerda, estão na verdade, defendendo os capitalistas globalistas (que me lembra o Clube de Bilderberg). No caso do Brasil, não estamos falando do Clube, mas do Grupo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) que faz parte do Grupo Doria, responsável por mais de 50% do PIBE nacional.

Em sua obra Princípios do Comunismo (1847), Friedrich Engels (1820-1895) escreve que:

[...] a grande indústria, apesar de na sua primeira época de desenvolvimento ter ela própria dado origem à livre concorrência, está agora, contudo, a abandonar a livre concorrência; que a concorrência e, em geral, a exploração da produção industrial por singulares se tomou para ela um grilhão que tem de quebrar e quebrará; que a grande indústria, enquanto for empreendida na base actual, somente se pode manter por meio de uma perturbação geral repetida de sete em sete anos, a qual ameaça, de cada vez, toda a civilização, e não só faz cair os proletários na miséria como também arruína um grande número de burgueses; que, portanto, ou a própria grande indústria tem de ser completamente abandonada – o que é uma absoluta impossibilidade -, ou então ela torna absolutamente necessária uma organização totalmente nova da sociedade, na qual já não são os fabricantes individuais, em concorrência entre si, mas toda a sociedade, de acordo com um plano estabelecido e segundo as necessidades de todos, quem dirige a produção industrial.

O liberalismo defende a livre concorrência, para que os próprios concorrentes eliminem os ganhos excessivos e o acúmulo de capital, dessas pessoas (1% da população mundial) que hoje detém mais de 90% das riquezas do mundo. Mas, os mais ricos possuem tanta riqueza que compram o Estado e a própria Nação. Os liberais, que se consideram de direita, acusam a esquerda comunista de justamente defenderem esses interesses da grande indústria, por meio da intervenção do Estado, que protege o grupo. Felizmente, tivemos a Operação Lava-Jato que levou os protegidos do ex-presidente Lula (PT) à cadeia; como Marcelo Odebrecht e Eike Batista, só para citar alguns. Porém, parece-me que esse casamento governamental com o setor privado começou na Ditadura Militar (acho que é por isso que o presidente Jair não faz nada para impedir o lockdown). A chamada esquerda que fala em nome do proletariado foi comprada pelos grandes capitalistas, de modo que o Estado se tornou nada mais do que o departamento de recursos humanos do grupo privado. Ou seja, a esquerda não socializou os meios de produção, mas privatizou o proletariado. E como estamos vendo hoje, está privando as pessoas até mesmo de trabalharem, enquanto que os funcionários públicos continuam ganhando seu dinheiro, cujo dinheiro vem dos impostos ou da inflação. Ou seja, com o comércio fechado, não haverá arrecadação de impostos, logo podemos esperar inflação em breve.

quinta-feira, 4 de março de 2021

POLÍTICA: Esquerda & Direita | Em cima e embaixo

Existe muita confusão quando falamos de posição ou lado político, principalmente quando falamos de esquerda ou direita. A política foi "divida" publicamente em esquerda e direita na época da Revolução Francesa (1789). O povo que queria acabar com o Absolutismo, os revolucionários da 'Igualdade, Liberdade e Fraternidade', sentava-se à direita (em azul) do "monarca" (mas a direita do monarca é à esquerda da sala), enquanto que aqueles que queriam manter o poder (absoluto) de veto do rei, os conservadores do status quo, sentavam-se à esquerda (em vermelho) do "monarca" (mas que fica à direta da sala). Aqui já começa a confusão, pois a esquerda revolucionária senta-se à direita do "monarca" que fica de frente para o povo; logo a direita conservadora à sua esquerda. Mas, para definir o significado fundamental vamos convir que:

  • a direita representa os conservadores;
  • a esquerda representa os revolucionários.
Aqueles que queriam acabar com os privilégios da monarquia e dos mercadores ganharam por 673 votos contra 325. A Revolução Francesa, portanto, é Republicana liberal, mas ainda capitalista. Na cabeça das pessoas, hoje, no Brasil, os liberais se veem como direita, pois querem conservar suas conquistas. Então, a esquerda revolucionária, com suas ideias "comunistas" quer uma volta ao "absolutismo", mas cujo poder não vem de um monarca mas do Estado-Nação, de um Führer (A. Hitler) ou Duce (B. Mussolini); em outras palavras os revolucionários de hoje querem reestabelecer os privilégios dos "amigos do rei" que viviam no Palácio de Versalhes (como bem mostra a séria Versailles da Netflix) em nome dos trabalhadores.


Em outras palavras, a esquerda e a direita representam os extremos, que em uma ferradura se enquadram na parte inferior do quadro, que chamo de sinistro (esquerda-direta extrema), sendo direito, o centro-esquerda-direita. Assim, eu me encaixo no centro, pois tenho ideias socialistas e liberalistas, não sendo revolucionário nem, tanto, conservador, embora entenda que o conservadorismo possa ser entendido como sendo uma evolução sustentável. Então, para que não fiquemos tão perdidos eu montei um quadro de como vejo que a política deve ser classificada ou vista, como um mapa:






A teoria da ferradura aponta que a extrema-esquerda (far left) e a extrema-direita (far right) estão mais próximas entre si do que para o centro político. (WikipédiA)

Em seu livro, Por que o Brasil é um país atrasado?, Luiz Philippe de Orleans e Bragança demonstra o seguinte esquema, que podemos chamar de Graus de Liberdade:

O que nos falta são valores morais e instituições corretas. Em outras palavras, para a esquerda falta estudar a ética e observar a moral, os bons costumes, que de certa forma estão sendo representados pelas religiões; para a direita falta estudar os fundamentos da economia liberal que está no livro Teoria dos Sentimentos Morais de Adam Smith e Direito. Ora a moeda Real é fiduciária, baseada em confiança, então, o valor de uma moeda fiduciária depende da honra, da honestidade. O Brasil é um dos países mais corruptos do mundo. As escolas deveriam ensinar ética (regras sociais, conveniências), direito, economia (regras patrimoniais) e administração. Quando a direta culpa a esquerda, não estão sendo mais do que Dons Quixotes, inventando um mal para combater, mas que no fundo quer a mesma coisa, poder e dinheiro. Sinistro é a exploração e a servidão, direito é a criação (bens) e a utilização (serviços).

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

[VÍDEO] O QUE É O CAPITALISMO? por Ayn Rand (Ayn Rand Institute)

(Em uma entrevista Ayn declarou que sua única base filosófica é Aristóteles.)

Não entendo o capitalismo como sendo o melhor sistema social pois, por definição, é um "Sistema de produção cujos fundamentos são a empresa privada e a liberdade do mercado, sendo o objetivo principal a obtenção de lucro" (Dicionário  Online Dicio). Por isso, eu não sou capitalista, pois meu objetivo principal não é o lucro, e sim viver bem. Mas, por outro lado, também não posso dizer que sou socialista cujo sistema tem por objetivo a "coletivação dos mecanismos de distribuição, na propriedade coletiva e na organização de uma sociedade sem a separação por classes sociais" (Dicionário Online Dicio). Nesse ponto, a argumentação inicial de Ayn Rand sobre a importância da razão individual é válida, bem como o direito de propriedade. Mas no que se refere à propriedade privada, existem limites, pois a água, por exemplo, não pode ser privatizada. O capitalismo precisa de limites que, em meu entendimento, deve ser dado pelo socialismo.

Pois, as Pessoas Jurídicas assemelham-se muito aos psicopatas, às personalidades antisociais, que vêem as pessoas como meros bens materiais, como os escravos, o gado, as máquinas, enfim, um meio de produção. Assim, o capitalismo é uma ferramenta que trata de Pessoas Jurídicas, enquanto que o socialismo lida com Pessoas Físicas. Pessoas Jurídicas não deixam de ser um coletivo que se assemelha ao Estado Fascista-Comunista criticado por Ayn Rand. O capitalismo naturalmente tem o seu lado fascita-comunista. Por isso, embora os marxisitas e leninistas declarem que o socialismo é apenas um meio para se chegar ao comunismo, penso que seja ao contrário: o capitalismo é um meio para se chegar ao comunismo. Tanto é que, segundo Olavo de Carvalho, o fascimo é o sistema que está em  vigor em diversos países; sob a máscara de capitalismo.

Enfim, entendo que o capitalismo usa a sociedade, o coletivo, para o benefício de poucos. Para mim, o socialismo deve utilizar o capitalismo para o benefício de todos, o que não envolve a coletivação dos meios de produção, que em termos lingúisiticos procuraria eliminar o meu e o seu para transformar em tudo em nosso ou de todos, que é o mesmo que dizer de ninguém. No comunismo não existe minha casa, minha vida. Assim, os socialistas devem utlizar-se do capitalismo para produzir e lucrar com bens e serviços e não com, digamos, mals e explorações. Por exemplo, o capitalismo na medida em que visa o lucro não se importa em vender drogas, prostituir, escravizar etc., pois o importante é o lucro. De modo que no Real Socialismo, que não é o de Marx e que não visa o comunismo ou coletivação dos meios de produção, visa oferecer soluções para os problemas da vida e qualidade de vida. O Real Socialismo se trata, então da vida em sociedade, enquanto que o capitalismo puro de lucro privado. No Real Socialismo, todos saem, ou não, quer dizer, que ficam, no lucro.

História das Ideias—Capitalismo (The School of Life)