Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Autismo: Carência de Habilidades Sociais


“Uma dificuldade do autismo é a questão da comunicação e interação social. Então, realmente, você não consegue interagir, se comunicar com os grupos.” (17:32; https://youtu.be/qR5JIrKboso?t=1052)

Classes de Habilidades Sociais


As 7 características básicas para o diagnóstico de Autismo [NOVO DSM-5]


Todos os Direitos do Autista: conheça e exerça! • Autismo Legal 👍

Minha Playlist:
Séries recomendadas:

  • The Good Doctor (Globoplay, 2017);
  • Atypical (Netflix, 2017);
  • Tudo Bem Não Ser Normal / It's Okay to Not Be Okay (Netflix, 2020);
  • A Caminho do Céu / Move to Heaven (Netflix, 2021);
  • Uma Advogada Extraordinária / Extraordinary Attorney Woo 
    이상한 변호사 우영우 (Netflix, 2022).

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Empatia ou Mediunidade?

Há muitas pessoas que confundem ou misturam empatia com mediunidade:
Colocar-se no lugar do outro não é tomar o seu espaço no mundo, seu cargo, seu corpo. Colocar-se no lugar do outro como empatia significa imaginar-se na mesma situação. O que você faria no lugar da pessoa? Isso serve para não julgar os outros pela aparência e colocar rótulos como se tivesse feito um diagnóstico profissional: "ele é isso", "ele é aquilo", "ele pensa isso", "é quer dizer isso" etc. No Brasil, há um alto grau de analfabetismo funcional, e serve tanto para interpretação de texto como da realidade.

A empatia muitas vezes requer dados, informações sobre os acontecimentos e a pessoa. Muitas vezes mudamos de opinião quando recebemos novas informações. Empatia significa compreender, entender a situação para agir adequadamente, apropriadamente, convenientemente. A falta de empatia gera fofocas que prejudicam a vida dos outros. É claro que isso muitas vezes é proposital, mas essa falta de empatia indica um certo grau de alienação e até sociopatia, não no sentido de psicopata, mas no de desumanidade, frivolidade, antisocialidade.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Mindset: O Poder de Acreditar que se Pode Melhorar

Carol Dweck at TEDxNorrkoping


Carol Dweck pesquisa "a mentalidade do crescimento", a ideia de que podemos aumentar a capacidade de nossos cérebros para aprender e resolver problemas. Nesta palestra, ela descreve duas maneiras de pensar sobre um problema que é ligeiramente difícil demais para que você resolva. Será que você não é inteligente o suficiente para resolvê-lo ... ou somente não o resolveu ainda? Uma grande introdução neste campo influente.

Carol Dweck is a pioneering researcher in the field of motivation, why people succeed (or don't) and how to foster success.



Carol Dweck is a professor at Stanford and the author of Mindset, a classic work on motivation and "growth mindset." Her work is influential among educators and increasingly among business leaders as well. As Carol Dweck describes it: "My work bridges developmental psychology, social psychology, and personality psychology, and examines the self-conceptions (or mindsets) people use to structure the self and guide their behavior. My research looks at the origins of these mindsets, their role in motivation and self-regulation, and their impact on achievement and interpersonal processes."

terça-feira, 28 de março de 2017

A Mente Humana e a Construção da Ética e da Qualidade de Vida Individual e Coletiva

A Criação de Adão é um afresco de 280 cm x 570 cm, pintado por Michelangelo Buonarotti por volta de 1511, que fica no teto da Capela Sistina (Vaticano, Itália). A cena representa um episódio do Livro do Gênesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.

Dia 21 de Março de 2017 foi o primeiro dia do Curso "Ética, Neuroética e Cidadania Fiscal enquanto Fatores de Promoção do Desenvolvimento Humano e Profissional" promovido pela UEM\PRH\DRH e DCT começando com uma palestra sobre "A Mente Humana e a Construção da Ética e da Qualidade de Vida" com o prof. dr. Marcílio Hubner de Miranda Neto (Graduado em Enfermagem e Obstetrícia pela Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia Dom Domênico, mestre em Ciências, 1986 e doutor em Ciências, 1992 pela USP) com participação do Grupo Abaecatu.

"A neuroética é  o estudo das questões éticas, legais e sociais que surgem quando os achados científicos são levados à prática médica, interpretações legais, saúde e normas sociais que englobam achados no campo da genética, neuroimagens, diagnóstico e previsão de doenças, quer sejam examinadas por médicos, advogados, juízes, seguradoras ou legisladores e o público em geral ao lidar com esses fatos." (Safire W. Visions for a new fiel of 'Neuroethics'. In: Marcus S, editor. Neuroethics: mapping the field. Conference Proceedings; 2002; New York/San Francisco: Dana Press; 2002. p. 3-10)1
Ética é a ciência da moral ou o estudo do que é certo ou errado em uma sociedade, de acordo com os hábitos culturais. O termo moral deriva do latim mores que significa costume. Todo costume que é bem vindo em uma sociedade - como a de escovar os dentes e tomar banho todos os dias no Brasil - é considerado moral. Quando é motivo de repúdio, rejeição, revolta, como o assassinato, então é imoral. No entanto, não é salutar observar a moralidade por um ponto de vista individual porque o que é bom para um, pode não o ser para outro.
  • Ética, o Caminho da Vida por Swami Shivananda Saraswati (download)
Em sua palestra, o prof. Marcílio apresenta as definições de Aristóteles, filósofo grego, que diz que “a Ética é a busca da felicidade para todos” e de Marilena Chauí, filósofa brasileira: “Ética é a educação do nosso caráter, temperamento ou vontade pela razão em busca de uma vida justa, bela e feliz, que estamos destinados por natureza”. Nesse sentido a ética se relaciona com a felicidade pessoal e o bem estar social, entendendo que não é possível ao indivíduo ser feliz em uma sociedade que causa mal estar ou náusea, isto é, que seja imoral, anti-ética ou contrária à justiça.


A Mente e a Ética

A mente não é o cérebro que é o órgão físico mais importante dos seres sencientes e a parte mais desenvolvida do encéfalo, que inclui o cerebelo. A mente é o resultado psíquico dos processamentos eletroquímicos do sistema nervoso em que podemos incluir os 5 sentidos ordinários (visão, audição, olfato, paladar e o tato) bem como a inteligência e a consciência. A mente é o Self, o Eu cuja sede ou morada, segundo o prof. Raul Marino Júnior1, é o cérebro que nos confere a humanidade, a personalidade, a ética, a moral, a distinção entre bom e mau.

A ética é construída socialmente através dos neurônios em espelho (responsáveis pela empatia e noções de moralidade) e o sistema límbico que processa as emoções. Uma das sementes ou gênese moral é o axioma da regra de ouro: "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a Lei e os profetas." (Mateus 7,12), bem como a regra de prata:  não faça aos outros o que você não gostaria que você feito à você. Quando o lobo frontal do cérebro está lesado o indivíduo não consegue processar as forças inibitórias ou de veto sobre ações violentas, incorrendo em assassinatos, abusos etc.

Os primeiros seis anos de formação da criança são fundamentais para a educação ética ou moralmente correta, ou seja, socialmente harmoniosa. Os cuidados afetivos, o carinho dos pais nessa fase, são essenciais para que as sinapses ou conexões neuronais sejam configuradas de modo a formar uma personalidade dócil, empática (capaz de se colocar no lugar do outro) e refrear comportamentos biocidas. Por exemplo, amamentar no peito mantendo o contato dos olhos com a mãe é de grande importância para a aceitação, da conexão entre corações, para a expressão (hétero)afetiva.

Por sorte, nosso cérebro é mutante, capaz de reconfigurar as conexões neuronais. Assim, a meditação acompanhada de instruções éticas, especialmente a do Budismo, como as Quatro Nobres Verdades e do Yoga, como o Vedanta que vêm do sânscrito verdade, são salutares para o bem estar social. O objetivo é fazer com que a pessoa humana entre em contato com seu ser interior e aprenda as melhores formas de se relacionar consigo mesmo. No entanto, é preciso o contato humano e social para que os neurônios em espelho tenham um novo reflexo ou modelo, servindo como canaleta.

Assim, o abraço, o reiki entre outras ações, se tornam retificadores do sistema límbico, desde que o amigo(a) ou terapeuta possuam boa formação moral e saúde em vigor. Este por sua vez, precisa se refugiar muitas vezes em meio à natureza, especialmente no mar, nas praias, em contato com a água salgada do mar. Retiros de yoga e acampamentos são bem vindos. Também, os animais dóceis de estimação, como cães de médio e grande porte são muito importantes para regular a afetividade e ter este contato de amizade e desenvolver o companheirismo. Já os gatos ajudam a desenvolver a independência.

MARINO JÚNIOR, Raul. Neuroética: o cérebro como órgão da ética e da moral. Revista Brasileira de Bioética, 2010; 18: 109-120

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Saiba Como se Proteger dos Psicopatas do Cotidiano

Dra. Psiquiatra Katia Mecler, autora do livro "Psicopatas do Cotidiano", editora Casa da Palavra
Imagem: www.otempo.com.br
De acordo com a Doutora Psiquiatra Katia Mecler, em entrevista concedida ao portal O Tempo (ver entrevista completa), os psicopatas não são reconhecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), ou seja, a psicopatia não é um caso médico. Trata-se de um transtorno de personalidade e comportamento, que são trabalhados pela psicologia. O seu livro "Psicopatas do Cotidiano" foi escrito pensando naquelas pessoas que apresentem dificuldades de ordem psicológicas por serem afetadas pelos psicopatas, que são pessoas de nosso convívio diário, como familiares, amigos, colegas de estudo/trabalho e terceiros.

Essas pessoas não aceitam serem questionadas, ou seja, elas "são assim", e o problema é com você em vez de ser com eles. Inclui-se aqui sujeitos que são exibicionistas, tanto no que se refere ao status quo quanto à potência sexual. Neste contexto podemos falar de vaidade, manipulação, mentira, sedução etc. Podemos elencá-los da seguinte maneira:
  • Antissociais: são aqueles que colocam seus desejos como vital, sendo os seres sencientes apenas insumos ou kapital. As palavras que os identificam são: manipulador e parasita-social;
  • Borderlines: vivem no extremo seja do lado bom ou do lado ruim, e mudam repentinamente. Tendem a abusar do sexo e das drogas, a se ferirem intencionalmente e ao suicídio;
  • Narcisistas: colocam-se acima de tudo e de todos, os direitos humanos só existem para eles;
  • Histriônicos: são os "mascarados", "duas caras", "sem caráter", falsos ou teatrais, ou seja, apenas atuam. Procuram estar sempre em evidência.

Sinopse: Diz o ditado que de perto ninguém é normal. E, de fato, basta parar um minuto para observar o seu entorno e você vai identificar aquela pessoa que é instável demais, outra que é inflexível demais, outra ainda que é teatral ou insegura ou arrogante ou submissa... Os desvios são muitos, e estão sempre à nossa volta. Às vezes são apenas características individuais, que não preenchem critérios para diagnóstico psiquiátrico algum, mas outras vezes são comportamentos repetitivos, peculiares e disfuncionais que causam danos físicos e psicológicos às próprias pessoas ou para aquelas que estão ao seu redor. Este livro identifica estes que são os psicopatas do cotidiano e explica em detalhes as características que levam essas pessoas a agirem assim. Para quem tem um deles ao redor, será uma oportunidade única de descobrir mecanismos que ajudem a manter a própria integridade, física ou psicológica, sem abrir mão da convivência.
– MECLER, Katia - Psicopatas do Cotidiano: como reconhecer, como conviver, como se proteger 

 Salomão, o Homem Mais Rico que Já Existiu

Para Mecler, alguém apresentar alguns desses traços devido à problemas de ordem psicológica não dão indícios suficientes para se definir como doentes. Estima-se que 10% da população são diagnosticadas como psicopatas. Ao se deparar com essas pessoas, a doutora recomenda que se esteja ciente de que aquela pessoa age da mesma maneira para com todos, ou seja, não leve para o lado pessoal. Recomenda ainda que não procure mudar a pessoa já que são incapazes de reconhecerem o problema nelas mesmas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

SUS e Plano de Saúde não cobrem apenas acidentes!


Estou lendo na reportagem (da Super Interessante, abaixo) que muita gente não tem acesso à psiquiatra. Bem, o SUS oferece e talvez o Plano de Saúde da sua empresa possa lhe ajudar. O problema do SUS, que sou usuário, é a demora no atendimento, mas lá é tudo pago pelo nosso imposto, o que costumamos dizer "pago pelo Governo". Então, procurem o SUS ou Plano de Saúde para se informar primeiro. E vale à pena procurar por apoio em vez de contar com as pessoas próximas. Uma observação interessante é que você deve procurar o Posto de Saúde do seu bairro (e não da sua cidade), isto é, as UBSs (Unidade Básica de Saúde). Entenda o SUS (saude.gov.br)
  1. Pessoas inteligentes leem bula
  2. O "Doril" de Tarja Preta.
Atualizado em  28/01/2014
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/programasecampanhas/33532-a-medicina-milenar-chinesa-no-sus

quinta-feira, 7 de março de 2013

[PSICOLOGIA] Ter ou não ter filhos? Eis o casamento…

Filhos, parece tão natural simplesmente tê-los, ou melhor, não tê-los soa Anormal. Vivemos em uma cultura em que o casamento é seguido da expectativa do bebê, e em que ser mãe é entendido como o destino de toda mulher, logo, sobra pouco espaço para a dúvidas, e quando menos se espera já se faz parte do mundo dos pais.
Fotografia: FreeDigitalPhotos.net
Porém, quando tomamos algo por natural deixamos de nos perguntar coisas importantes a respeito dos acontecimentos. Neste caso, uma das perguntas mais importantes é: há espaço para uma criança em nossas vidas? E esta pergunta se desmembra: há disponibilidade afetiva para receber um filho? Estamos preparados para a árdua tarefa de participar ativamente da constituição de um outro ser? Há um desejo genuíno dos dois pela criança?

Sim, devemos nos fazer estas perguntas antes de nos aventurarmos a nos deixar levar pela maré. Normalmente os casais preocupam-se em ter condições financeiras para arcar com os gastos de uma criança, mas não se preocupam em preparar seu espaço psíquico para recebê-la, e é aí que começam os problemas – da criança, da família e da sociedade.

Quando não há disponibilidade interior dos pais não há comprometimento, e uma criança sem comprometimento afetivo dos pais tende a não conseguir trilhar os caminhos do desenvolvimento psíquico saudável. Crianças precisam de pais que tolerem sua agressividade COM EQUILIBRIO, que tenham segurança para impor limites e suportar birras sem ceder, que tenham condições de assumir as responsabilidades pelos atos de um outro ser, e que deem afeto, queiram ensinar e construir algo bom.

Muitos entram na vida parental com descompromisso seja por indisposição para assumir seus papéis de pai e mãe, seja pela predominância inconsciente de medos – medo de lidar com a raiva, e até de assumir responsabilidade. Em ambos os casos deixam a incumbência de constituir um ser humano de lado, ou seja, educar alguém para perceber os limites sociais, e buscar meios de satisfação pessoal aceitáveis. Inseguranças todos temos, mas elas não podem deixar que os pais se omitam do papel de formador de um sujeito. Se os pais se anulam ante a dificuldade, passam a mão na cabeça, e tentam consertar de qualquer jeito o problema estarão muito possivelmente formando sujeitos intolerantes, sem limites, agressivos, mimados, e bullyings.

Ser pai e mãe é uma tarefa árdua na qual existem vários percalços e inseguranças, então é importante perguntar-se: estou preparado para tal? A disponibilidade afetiva para receber e educar um outro ser é importante não apenas para a criança, mas para você mesmo! Pois só assim poderá desfrutar verdadeiramente das delícias que a parentalidade tem à oferecer!
  1. Para que fazer psicoterapia?
  2. Sobre a escolha profissional.
  3. Educação Financeira: Pais & Filhos


Monia Karine Azevedo
Psicóloga - CRP 08/1719
Psicoterapia Adulto e Adolescente e Orientação Vocacional
(44)8413-1426 Oi ou (44)9876-3489 TIM | Cianorte
Bacharel em psicologia pela Universidade da Georgia – EUA
Pós Graduanda em psicanálise pelo NECPAR

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[PSICOLOGIA] O “Doril” de Tarja Preta

Remédios chamados “tarja preta” levam este nome pois oferecem alto risco ao paciente, haja vista interagirem com o Sistema Nervoso Central. Estes remédios, chamados Ansiolíticos mais conhecidos popularmente como calmantes, são de risco pois podem causar dependência física ou psicológica
Fonte: FreeDigitalPhotos.net (ID-10059865)
Apesar deste risco, o que se assiste é um consumo altíssimo e indiscriminado destes remédios. O Rivotril (conhecido ansiolítico) tornou-se o segundo remédio mais vendido do país, e passou a ser elemento essencial na bolsa de muitas mulheres (e não apenas elas), que recorrem ao medicamento à qualquer baixa de humor. E pior, muitíssimas mais vezes que o desejável, este medicamento é utilizado sem a devida prescrição de um médico psiquiatra.

Os calmantes tornaram-se remédios de cabeceira, e pergunta-se, por que isto acontece? Imagino que se deve a uma banalização do uso destes medicamentos pois subestima-se a o impacto de seu uso no organismo e de seus efeitos colaterais mas, também, porque estamos pouco tolerantes à qualquer sofrimento e precisamos de anestésicos o tempo todo para o eliminarmos ao invés de buscar formas de lidar com ele. A ideia de que todo mundo deve estar o tempo todo feliz provoca essa busca incessante por qualquer coisa que mascare uma tristeza, uma dor, um mal estar emocional.

O sofrimento faz parte da natureza humana, bem como a ansiedade e quando esta última é desproprocional aos acontecimentos tornou-se sintoma, e precisa sim ser medicada com ansiolíticos, mas não apenas com estes. Os ansiolíticos são muletas e não atuam nas causas apenas nos sintomas.
  1. Para que fazer psicoterapia?


Monia Karine Azevedo
Psicóloga - CRP 08/1719
Psicoterapia Adulto e Adolescente e Orientação Vocacional
(44)8413-1426 Oi ou (44)9876-3489 TIM | Cianorte
Bacharel em psicologia pela Universidade da Georgia – EUA
Pós Graduanda em psicanálise pelo NECPAR

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

[PSICOLOGIA] Para que fazer psicoterapia?

Dificuldades de relacionamento, perdas, dificuldades com escolhas, depressão, ansiedade, dependência, insatisfação com a vida, todas estas são razões que levam pessoas a buscar psicoterapia. O que estas razões têm em comum? São causadoras de sofrimento.
Fonte: FreeDigitalPhotos.net (ID-10044499)
Sabemos, porém, que os sofrimentos são inevitáveis, pois são decorrentes das inúmeras frustrações e limitações que nos colocam as relações com os outros; no trabalho, na escola. Então, de que adianta buscar ajuda? Apesar de inevitável, há casos em que o sofrimento é bastante intenso, e frequente, e impede o curso natural da vida.

A intensidade deste sofrimento não deve ser medida pela situação pela qual a pessoa passa, mas pelo sentimento que cada um experimenta na situação. Por exemplo, algumas pessoas lidam relativamente bem com uma perda, sem ter que recorrer a uma psicoterapia, já outras experimentam um sofrimento intenso em tal situação. Assim, nestas experiências de grande sofrimento, há a necessidade de um profissional que auxilie a analisar as origens e dimensões deste e a buscar soluções para que o quadro não evolua para alguma doença.

Fonte: FreeDigitalPhotos.net (ID-10078258)
Algumas pessoas resistem a buscar ajuda, pois acreditam que é um sinal de fraqueza ou porque sentem vergonha – principalmente os homens; outras não acreditam que é possível receber ajuda de alguém; outras ainda consideram bobagem buscar ajuda pra lidar com o sofrimento, e há também aqueles que resistem à psicoterapia por acreditar que serão forçados a mudar, ou pelo medo de descobrir coisas desagradáveis a seu respeito.

Muitos optam por lidar com o sofrimento usando apenas medicamentos – calmantes e antidepressivos – que anestesiam o corpo e, em decorrência, a experiência de sofrimento. Os medicamentos podem e devem ser utilizados como um recurso complementar, porém, não agem na raiz do problema, apenas amenizam os sintomas gerados pelo problema.

Perguntas e Respostas:

  1. Como a terapia pode me ajudar? Primeiro que, ninguém está em terapia para ser condenado ou forçado a mudar, mas para ser ouvido, acolhido e acompanhado. Apesar de que a razão da procura é sempre algum(ns) problema(s) específico(s), o foco não é apenas neste(s), mas na pessoa inteira, afinal a questão problemática não está separada do histórico de vida. O trabalho consiste em uma gradual conscientização das dimensões do problema, e de suas origens, bem como na busca de soluções para este. Além disto, durante o processo a pessoa aprende mais sobre ela mesma e desenvolve novas formas de lidar com seus problemas.
  2. Vou na psicoterapia só pra conversar?“Conversar” na psicoterapia é diferente das conversas do dia a dia. Isto porque, uma das pessoas que participa da “conversa”, o psicoterapeuta, é treinado para analisar o que é dito, perceber as emoções e sentimentos do outro, e perceber aquilo que está inconsciente para o próprio sujeito. Assim, a “conversa” torna-se o meio para as mudanças.
  3. Quanto tempo dura um processo de psicoterapia? O tempo de duração varia de acordo com o caso e também como a pessoa responde à terapia, pois temos inúmeras defesas e resistências ao entrar em contato com nossos conflitos.


Monia Karine Azevedo
Psicóloga - CRP 08/1719
Psicoterapia Adulto e Adolescente e Orientação Vocacional
(44)8413-1426 Oi ou (44)9876-3489 TIM | Cianorte
Bacharel em psicologia pela Universidade da Georgia – EUA
Pós Graduanda em psicanálise pelo NECPAR

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

[PSICOLOGIA] Sobre a escolha profissional

É angustiante não saber o que se quer da vida – é difícil lidar com a incerteza e a necessidade de investigar o que se quer - e para alguns essa angustia é tão grande que escolhem qualquer coisa, ou melhor, algo pouco refletido e, logo, pouco condizente com seu perfil. Neste âmbito, pode optar pelas profissões que estão na moda, seguir o desejo dos pais (deixar que eles escolham), fazer a faculdade que um colega escolheu, ou escolher baseado em pouquíssimos critérios, por exemplo escolher engenharia porque gosta de matemática, direito porque gosta de ler.


Não que gostar destas coisas não seja necessário para as profissões citadas, mas não dá para escolher uma profissão tendo apenas um único gosto em mente – é preciso levar em conta uma série de variáveis, pois engenharia não é só matemática e direito não é só leitura. O final da história é: ou o jovem desiste do curso ou arrasta-se profissionalmente por boa parte (ou toda) a vida. Mas, então como deve ser feita uma escolha profissional?

Primeiro, não existe escolha que vai te trazer 100% de satisfação e nem que vá suprir 100% das suas necessidades, existe sim a escolha que se encaixa melhor que outras com seu perfil. Para isto é necessário avaliar a maior quantidade possível de variáveis na escolha. É necessário que se avalie o que se sabe fazer, o que se gosta de fazer e o que valoriza na vida (status, dinheiro, autonomia, rotina) para então sim decidir se direito ou engenharia são opções viáveis. Além do mais, se você gosta de matemática ou de ler, várias profissões exigem tal interesse e não apenas estas citadas. Analisando o seu perfil você encontrará a opção que corresponde a maior parte das suas exigências e assim terá mais chances de ter satisfação, que, como dito, é a motivação de tudo que se faça na vida.

A escolha profissional é algo sério, pois afinal de contas você vai passar grande parte da sua vida trabalhando, e isto quer dizer que se não refletiu sobre sua escolha vai experienciar insatisfação profissional. Muitas pessoas adoecem por conta do trabalho! Não quero dizer adoecer porque se expõe a riscos no trabalho, mas adoecer fisicamente e psiquicamente por conta da insatisfação do trabalho. Quantos são os que vivem de atestado, ou não param em emprego algum, ou mesmo que não rendem no trabalho (pois parecem estar amarrados o tempo todo)? E esta insatisfação traz consequências para os relacionamentos e auto estima.

A Orientação Vocacional Profissional (OVP) serve para adolescentes e adultos que desejam realizar uma escolha, ou re-escolha, baseada em autoconhecimento, e que precisam de auxilio para tal. Na OVP são explorados os interesses, as habilidades, os valores e a personalidade do sujeito para assim levantar opções de carreira mais condizentes com o perfil e que poderão levar à uma maior satisfação.



Monia Karine Azevedo
Psicóloga - CRP 08/1719
Psicoterapia Adulto e Adolescente e Orientação Vocacional
(44)8413-1426 Oi ou (44)9876-3489 TIM | Cianorte
Bacharel em psicologia pela Universidade da Georgia – EUA
Pós Graduanda em psicanálise pelo NECPAR